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Bitcoin - BTC
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R$ 0.43250000 -0.89%
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R$ 0.00009798 -1.9%
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XRP - XRP
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Shiba Inu - SHIB
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R$ 350.538,88 -0.91%
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Cardano - ADA
R$ 2,67 -0.87%
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ApeCoin - APE
R$ 5,45 0.17%
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Solana - SOL
R$ 722,71 -1.64%
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MANA (Decentraland) - MANA
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Redação Redação
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Criptomoeda pode ser entendida como um dinheiro virtual, mas, na realidade, é muito mais do que isso.

Independente da questão do valor, é inegável o fato da tecnologia que faz os criptoativos serem revolucionários e, mais incrível ainda, é saber que isso acontece sem depender de empresas ou governos.

Quer entender o que é criptomoeda, para que servem essas moedas virtuais e qual o diferencial dessa tecnologia? Acompanhe com o Mercado Bitcoin (MB) os principais tópicos deste artigo:

  1. O que são criptomoedas?
  2. Como funcionam as criptomoedas?
  3. Tipos de moedas
  4. Tipos de criptomoedas
  5. Quais as principais criptomoedas do mercado?
  6. Investir em criptomoedas é seguro?
  7. Onde conferir a cotação de criptomoedas em tempo-real?
  8. Qual o perfil do investidor de criptomoedas?
  9. Como investir em criptomoedas?
  10. Como guardar as minhas criptomoedas?
  11. Como evitar cair em golpes financeiros?
  12. Questões legais: existe regulação de criptomoedas no Brasil?
  13. Preciso declarar criptomoedas?
  14. Vale a pena investir em criptomoedas?

Boa leitura!

O que são criptomoedas?

Certamente você já viu falar do Bitcoin em rodas de conversa ou no jornal de notícias. Bitcoin e Ethereum são os maiores nomes do mercado hoje, somando mais de 61% do marketshare das criptomoedas, a fração do mercado influenciado por elas, porém existem mais de 400, e todos os dias nascem novos projetos. Vamos entender melhor.

Criptomoedas são um tipo de dinheiro em formato de ativos digitais emitidos e transacionados sem um coordenador central. Essas moedas virtuais funcionam sem intermediários como bancos, governos ou empresas, ou seja, não podem sofrer censura ou intervenção de nenhuma instituição Mas como isso é possível?

Uma boa analogia para tentar entender como funcionam as criptomoedas é pensar como funcionam, hoje, o envio de mensagens por Whatsapp.


Quando você vai iniciar uma nova conversa no Whatsapp, o aplicativo te mostra um aviso:

“As mensagens que você enviar para esta conversa e chamadas agora são protegidas com criptografia de ponta-a-ponta.”

Ou seja, a mensagem será criptografada, enviada através da internet passando por uma rede de servidores que verificam e armazenam as etapas do caminho entre o envio e o recebimento e a notificação chegará até a outra pessoa. Ao receber a mensagem, ela é descriptografada e, assim, a pessoa é capaz de acessar a informação que você enviou a ela.

Algo muito parecido acontece com as criptomoedas.

Elas são criptografadas e há uma rede de computadores funcionando 24 horas, 7 dias por semana, para verificar e registrar publicamente as transações. Essa rede chamamos de blockchain. Vamos nos aprofundar neste tópico em breve.

Alguns pontos importantes:

  • Ao contrário das moedas emitidas por governos, as regras de funcionamento da criptomoeda estão contidas em seu próprio registro, que chamamos de protocolo — impossíveis de serem alterados por uma única entidade ou pequeno grupo.
  • Esse sistema descentralizado de computadores permite a auditoria instantânea e sem custo do total de moedas em circulação, o limite de emissão de cada projeto, saldos e movimentações.
  • A cotação dessas moedas virtuais flutuam livremente, conforme a oferta e demanda do mercado a cada instante.

Os exemplos mais comuns, como citamos, são o Bitcoin, Ethereum e Dogecoin, embora existam outras moedas digitais — incluindo aquelas pareadas no dólar ou ouro, por exemplo. Vamos falar delas ao decorrer do texto.

O vídeo abaixo ajuda a explicar de forma simples e direta o que é criptomoeda:

Como funcionam as criptomoedas?

As operações de criptomoedas são baseadas em tecnologia blockchain, uma espécie de “cartório digital” que garante total transparência e segurança das transações que acontecem na rede.

  • O blockchain utiliza criptografia, em outras palavras, a proteção por códigos que impede o acesso de terceiros aos endereços das moedas virtuais fazendo com que esse sistema seja muito seguro
  • Não é preciso usar nome, CPF ou e-mail, bastando apenas a assinatura eletrônica da sua carteira virtual para movimentar suas moedas.
  • O registro em banco de dados aberto e distribuído garante transparência e segurança nos dados que, após inscritos, é matematicamente impossível alterá-los.

O mais importante é que qualquer movimentação pode ser feita de forma autônoma com o suporte dos usuários que rodam essas validações em suas máquinas sem depender de um servidor central.

Isso é bem diferente dos ativos tradicionais, como ações de empresas, títulos de dívida, ou mesmo valores em contas digitais em que uma pessoa, em uma canetada, pode alterar tudo

O que é blockchain?

A principal tecnologia por trás das criptomoedas é o blockchain.

Como já comentamos, o blockchain é um registro público e distribuído entre diversas máquinas ao redor do mundo que permite que as transações sejam registradas em um “livro” digital de maneira descentralizada, transparente e segura.

A ideia principal da tecnologia é criar uma rede de computadores que trabalham juntos para manter esse registro de transações que não pode ser alterado sem o consenso de todos os participantes da rede.

  • As informações são armazenadas por todos os participantes em ordem cronológica possibilitando o rastreamento de cada moeda virtual desde sua criação.
  • As regras deste mecanismo de validação diminuem drasticamente as possibilidades de fraude, pois transações não-autorizadas são facilmente detectadas pelos participantes da rede.
  • Esse tipo de tecnologia assegura, por exemplo, que uma mesma moeda não seja utilizada duas vezes, conhecido como “problema do gasto duplo”. 

Confira o que é blockchain no vídeo a seguir.

Agora, vamos entender como esses dados são adicionados ao blockchain.

O que é mineração de criptomoedas?

Diferentemente da imagem mental que temos de mineração, com a picareta e outras ferramentas de extração de pedras, a mineração é o processo responsável pela validação e inclusão de novas transações no banco de dados blockchain. Graças a esse sistema, uma transação pode ser verificada, validada e confirmada. 

Existem duas formas de minerar, ou validar, criptomoedas: uma chamada Proof of Work (PoW) e outra, Proof of Stake (PoS).

Proof of Work (PoW), ou em tradução literal, Prova de Trabalho, é o algoritmo de validação utilizado pelo Bitcoin.

Nele, os mineradores disputam entre si resolvendo problemas matemáticos complexos para validar as transações, criar novas unidades de criptomoedas e sendo recompensados com mais unidades da moeda (BTC) por isso. 

Para resolver esses problemas matemáticos complexos, é necessário testar conjuntos de letras e números aleatórios até encontrar uma solução válida e isso exige um grande investimento em softwares e hardwares potentes além de um intenso gasto de energia — quem valida o código de forma mais rápida e certeira, leva a recompensa. Por outro lado, quem informar dados inválidos terá gasto energia em vão.

Já o algoritmo chamado Proof of Stake (PoS), ou Prova de Participação, é mais recente e utilizado por diversas moedas, como a Ethereum.

Diferente do processo utilizado pelo Bitcoin, o Proof of Stake elege os validadores da rede baseando-se na quantidade de criptomoedas que aquele indivíduo possui. Para ser um validador da rede Ethereum, por exemplo, é necessário ter 32 ETH — o equivalente a algo próximo de R$ 270 mil na cotação atual (fev/2023).

Para resumir: Proof of Work (PoW) é o algoritmo utilizado pelo Bitcoin e exige alto poder computacional e energia para validação das transações, enquanto o Proof of Stake (PoS) é um mecanismo mais utilizado de validação que considera a quantidade de moedas do usuário para torná-lo validador da rede.

Essas tecnologias são a cereja do bolo que tornam as criptomoedas especiais, trazendo agilidade, transparência e autonomia para os usuários. 

A ideia ainda está confusa? O vídeo abaixo aborda as principais dúvidas sobre mineração de criptomoedas.

Compensa minerar Bitcoin no Brasil?

Para surpresa de muitos e infelicidade de outros, não. O Brasil é um país quente e a tarifa de eletricidade é cara. Os computadores que fazem mineração de bitcoin consomem muita eletricidade e geram calor, necessitando de resfriamento constante. Por isso, dificilmente compensa minerar no Brasil.

Além disso, a mineração de Bitcoin é um investimento de alto risco:

  • O investimento nos equipamentos é elevado, pois é preciso incluir os impostos de importação no Brasil.
  • Não há como fazer uma previsão do Bitcoin para calcular o rendimento, enquanto o custo de energia, equipamento e aluguel são calculados em na moeda vigente, ou seja, o Real.

É comum encontrar fazendas de mineração em países com as taxas de energia mais baixas, como a China, fazendo com que os custos com o resfriamento seja menor e, consequentemente, aumentando o lucro com a operação.

Expressões comuns: Bull market e Bear market, os mercados de touro e urso

Bull market e Bear market são expressões bastante conhecidas no mercado financeiro tradicional utilizadas para determinar uma tendência de alta ou queda do mercado.

Do inglês,bull” significa touro e sua imagem é associada a uma tendência de alta. Uma estátua do animal, bem conhecida e símbolo do mercado financeiro, se destaca à frente da tradicional bolsa de valores de Nova Iorque, pois o touro utiliza seus chifres para atacar partindo de baixo para cima.

Geralmente, a expressão é utilizada para indicar um sentimento de mercado otimista, esperançoso, positivo, de retomada ou crescimento do cenário econômico.

Na contramão, a palavra “bear”, urso em inglês, é usada para denominar um mercado de queda, pois este utiliza suas patas dianteiras partindo de cima para baixo.

Pela mesma lógica, a expressão é mais usada em momentos de pessimismo, com um sentimento de mercado negativo, desvalorização dos ativos e desaceleração da economia.

No mesmo viés, também é comum ouvir falar de “inverno cripto” que são longos períodos, meses ou anos, de baixo interesse e atividade dos investidores no mercado causando uma tendência de queda.

Esses momentos de mercado são influenciados por diferentes fatores — questões econômicas, políticas, entre outros — e cabe a cada investidor e investidora entender quais oportunidades estão disponíveis no cenário. Pode ser encher o carrinho em um bear market para aproveitar os valores mais baixos e vender na alta, por exemplo.

Outra estratégia inclui realizar aportes regulares independente da situação para ter um crescimento constante. A modalidade de investimento precisa estar alinhada com o seu perfil e fazer sentido para a sua carteira.

Para você saber onde procurar, a área de estudo que se concentra na análise de indicadores e gráficos procurando padrões e tendências é conhecida como análise técnica. Vale a pena ler sobre.

Tipos de moedas

Antes de saber quais tipos de moedas existem, é importante ter claro que o termo se refere a tudo que serve para fazer transações. Ou seja, aceito em troca de um bem ou serviço. No entanto, antes de entrar na classificação das criptomoedas, é necessária uma distinção entre as moedas tradicionais.

Moeda Fiduciária

As moedas fiduciárias são emitidas por governos, depende da confiança no emissor. Possui aceitação obrigatória por lei e suas regras de emissão e circulação são totalmente flexíveis. Exemplos: Dólar, Reais, Euros.

Moeda Commodity

São os bens utilizados em forma física ou através de recibos de depósito. Ouro, prata e cobre são ativos da categoria. Ao contrário da moeda fiduciária, não existe obrigatoriedade em seu uso nas transações.

Criptomoeda

Por último, as criptomoedas são uma classe especial de moeda, pois também podem ser interpretadas parcialmente como commodity. Isso acontece por conta da escassez digital e capacidade de ser fracionada sem perda de valor.

Tipos de criptomoedas

São diversos os tipos de criptomoedas. Classificamos em 3 tipos para te ajudar a entender de forma mais fácil: altcoins, stablecoins e as moedas-meme.

Altcoins, as moedas alternativas

Alt = alternativas, coins = moedas.

Altcoins é o nome referente às criptomoedas que não são o bitcoin.

Há centenas de projetos de altcoins com os mais diversos objetivos: ser o “próximo” bitcoin, resolver problemas como privacidade e escalabilidade da rede, por exemplo.

Elas também utilizam tecnologia blockchain e são criptografadas, mas diferem do bitcoin em termos de algoritmo de mineração, quantidade de emissão da cripto e velocidade de transação. O exemplo mais conhecido é a Ethereum, mas todos os demais projetos de criptomoedas também são altcoins: Litecoin, Solana, Ripple, Bitcoin Cash, Dogecoin, entre outras.

Stablecoins, as moedas pareadas

Stablecoin é uma moeda digital que funciona de 1 para 1  com um ativo tradicional, como o dólar ou o ouro.

O objetivo — e benefício — maior das stablecoins é ter uma volatilidade muito menor do que outras criptomoedas como o Bitcoin ou a Ethereum. Essa estabilidade é alcançada justamente ancorando o valor da cripto a um ativo estável (stable = estável; coin = moeda).

Elas funcionam de forma parecida com o que aconteceu até 1971 em que a emissão do papel-moeda do país era igualmente proporcional à quantidade de ouro ou prata que havia no tesouro: 1 unidade de papel-moeda = 1 unidade de metal.

Outra vantagem são as transações 24/7. Tendo uma criptomoeda pareada ao dólar, por exemplo, você pode fazer operações com o “dólar digital” a qualquer momento do dia, para qualquer lugar do mundo, sem se preocupar com taxas cambiais ou horário de funcionamento dos bancos.

Entre as stablecoins, podemos citar a USD Coin (USDC) do consórcio norte-americano Circle, e Pax Gold (PAXG), que reflete a cotação do ouro, emitida pela empresa Paxos.

Meme coin ou criptomoeda-meme

Separamos, conceitualmente, a “categoria” meme coin porque é preciso ter cautela com esse tipo de investimento, mas elas também são altcoins.

A finalidade das meme coins é fortemente associada à cultura e ao entretenimento e não necessariamente tem uma preocupação com os lucros ou continuidade do projeto.

Como o próprio nome diz, as meme coins são criptomoedas pautadas em memes. Esse tipo de “humor de internet” ganhou popularidade a partir dos anos 2000 e se tornou viral próximo a 2010.

O valor das meme coins vêm da empatia do público e do grande número de apoiadores do projeto.

A Dogecoin (DOGE) é o maior exemplo hoje cujo logotipo é um meme do cachorro da raça Shiba Inu — um meme que viralizou na época do lançamento da moeda em 2013. Inclusive, outras moedas também utilizam o mesmo cachorro em seus projetos como a Shiba Inu (SHIBA) e a Baby Doge Coin (BABYDOGE).

Faça sua própria pesquisa, leia sobre o projeto e avalie os riscos antes de investir.

Quais as principais criptomoedas do mercado?

São mais de 10 mil opções disponíveis, mas algumas se destacam em termos de valor total de mercado e volume transacionado. Vamos a elas.

Bitcoin (BTC), estabilidade de regras e descentralização

Bitcoin (BTC) é a criptomoeda mais antiga e mais famosa, criada em 2009, responsável pela inovação tecnológica do blockchain.

Seu imenso poder de processamento (mineração) e a descentralização trazida pelos milhares de usuários que executam o software Bitcoin em suas máquinas tornam esta a opção líder em segurança.

Ethereum (ETH), a criptomoeda líder de smart contracts

Há uma pequena confusão com relação ao nome da rede e ao nome da criptomoeda.

Para esclarecer, Ethereum é o nome da rede blockchain que roda a criptomoeda Ether (ETH). O nome da rede se popularizou entre os usuários que, hoje, chamam tanto a rede quanto a cripto de Ethereum. É apenas um detalhe, mas que eventualmente causa dúvidas para quem está entrando no universo agora.

A Ethereum (ETH) foi a primeira criptomoeda a permitir uma camada adicional de informação no blockchain, ou seja, abriu possibilidades para além apenas das transações de valores entre usuários — como a criação dos smart contracts, os contratos digitais inteligentes e autoexecutáveis. Ethereum é a principal rede das aplicações descentralizadas, incluindo jogos, metaverso, e finanças descentralizadas (DeFi). Líder absoluta em número de usuários, projetos ativos e desenvolvedores neste segmento.

Ripple (XRP), uma rede de pagamentos voltada para os bancos

Ripple (XRP) é uma criptomoeda criada em 2012 pela startup de tecnologia Ripple Labs.

A cripto busca resolver um problema de pagamento enfrentado pelas instituições financeiras cujo principal desafio é com relação aos altos custos de transação, longos tempos de espera para a liquidação de pagamentos e limitações na capacidade de enviar dinheiro para o exterior.

A rede Ripple permite que as instituições financeiras enviem pagamentos internacionais de forma instantânea e com baixos custos usando sua criptomoeda nativa (XRP), além de possuir outros produtos e serviços financeiros para otimizar as operações dos bancos.

Polygon (MATIC), uma solução para aumento da capacidade de processamento

Polygon antes conhecida por Matic Network, é uma rede que resolve o problema de escalabilidade de outras redes blockchain — como a Ethereum.

O problema de escalabilidade envolve as altas taxas de transação e tempos de confirmação lentos devido ao congestionamento de dados. 

A Polygon se conecta a outras redes e, com essa características de interoperabilidade, o resultado são taxas menores para utilização e potencial para executar projetos que demandam um grande número de movimentações.

A moeda da Polygon é a MATIC e é utilizada para o pagamento das taxas na rede.

USD Coin (USDC), uma criptomoeda pareada em dólar

USD Coin (USDC) é uma stablecoin. Como explicamos anteriormente, é uma criptomoeda pareada em 1:1 com um ativo estável, no caso, o dólar norte-americano.

Possui depósitos bancários auditados regularmente que garantem a conversibilidade — 1 USDC = US$ 1 —, portanto sua cotação fica quase sempre estável.

Esse tipo de criptomoeda é a integração entre a tecnologia blockchain e o mercado financeiro tradicional, ótimo para pessoas e empresas que querem usufruir dos benefícios da tecnologia sem ficar exposto à volatilidade comum nas demais criptos.

Investir em criptomoedas é seguro?

Todos nós já ouvimos histórias de pessoas que “investiram em bitcoin e perderam muito dinheiro”. Os motivos podem ser vários como falta de compreensão do mercado — comprar na alta e vender na baixa —, armazenamento inadequado ou ainda, golpes cibernéticos e fraudes. Mas, de forma alguma, pode-se culpar a tecnologia.

Como explicamos, a tecnologia blockchain é operada por uma rede mundial de computadores altamente segura e resistente a esquemas fraudulentos.

Reforçamos que é importante estudar sobre os projetos e protocolos por conta própria, avaliar a exchange que você está confiando o seu dinheiro, analisar os riscos e investir com estratégia para você ter confiança porque a tecnologia utilizada é garantidamente muito segura.

E, por último, cabe lembrar que a cotação das criptomoedas oscila conforme a oferta e demanda no mercado — algo totalmente imprevisível. Dessa forma, você NÃO deve usar um dinheiro que irá precisar no curto prazo para investir evitando, assim, vender forçadamente em períodos de queda e ter prejuízo com as operações.

Onde conferir a cotação de criptomoedas em tempo-real?

Assim como ações de empresas, ouro, e fundos imobiliários, as criptomoedas são um investimento de renda variável, portanto não possuem retorno garantido ou pré-determinado.

  • Criptomoedas são um investimento de risco, pois apesar da oferta ser limitada e previsível, não é possível calcular sua demanda.
  • As criptomoedas não possuem uma cotação oficial, pois cada exchange conta com seu próprio livro de ofertas, conjunto de clientes, prazos e taxas.

Confira a cotação atualizada das criptomoedas visitando as últimas negociações na nossa plataforma. 

Qual o perfil do investidor de criptomoedas?

Qualquer um dos cinco perfis traçados pela BIO Financeira do MB pode investir em criptomoedas respeitando sua alocação de risco — em outras palavras, respeitando a sua estratégia de diversificação dos seus investimentos em diferentes ativos a fim de minimizar os riscos de perda e maximizar os lucros.

Quando falamos de cripto, é comum ouvir falar de 2 perfis básicos de investidor:

  • Holder ou HODL: acredita no potencial de longo prazo das criptomoedas, não realiza vendas em momentos de alta e faz compras periódicas — independente da variação de preço ao longo do mês ou ano.
  • Trader: busca aproveitar as oscilações de preços para aumentar ou reduzir sua posição — posição refere-se à quantidade de um ativo que um investidor tem em seu portfólio de investimentos —, faz compras e vendas de diversos ativos geralmente buscando retorno no curto e médio prazo.

Investidor conservador ou moderado pode comprar criptomoedas?

Como comentamos, qualquer perfil é elegível para investir no mercado de criptomoedas. Ao elaborar uma carteira diversificada, incluindo criptomoedas, o investidor ou investidora aloca apenas uma parcela da carteira destinada aos ativos de maior risco, a classe de renda variável.

Cabe ressaltar que há diversos criptoativos além do Bitcoin, com opções que possuem mais e menos volatilidade, como já citamos anteriormente no capítulo sobre “Tipos de criptomoedas”.

Agora que você já sabe como funciona boa parte da tecnologia e conhece as principais criptomoedas, é hora de investir.

Como investir em criptomoedas?

As criptomoedas funcionam sem uma entidade central, portanto podem ser negociadas livremente entre os usuários. Partindo deste cenário, há 2 formas de se investir em criptomoedas: de forma autônoma, operando com sua própria carteira no blockchain ou através das corretoras de ativos digitais, as chamadas exchanges.

Operando com criptomoedas de forma autônoma (P2P)

Operar com criptomoedas de forma direta — conhecidas como transações peer-to-peer (P2P) — pode ter suas vantagens como privacidade e a eliminação completa de intermediários, mas também tem seus riscos.

  1. Conhecimento tecnológico: para transacionar as criptos diretamente na blockchain é necessário um conhecimento sobre tecnologia mais avançado. Do contrário, há a possibilidade de executar uma transferência errada ou ainda, deixar a sua carteira vulnerável a ataques — o que nos leva até o segundo ponto.
  2. Vulnerabilidades de segurança: as transações P2P são alvos mais fáceis para ataques de hackers e fraudes principalmente se as senhas de acesso não forem fortes suficientes e não utilizarem autenticação de 2 fatores (2fa).
  3. Baixa liquidez: operando diretamente na rede, pode ser difícil que o “match” entre a oferta e a demanda se realize causando dificuldade na liquidação do ativo.
  4. Golpes: sem um intermediário, pode ser muito mais difícil resolver disputas judiciais em caso de golpes ou fraudes. O usuário fica sem suporte de uma entidade para resolver qualquer irregularidade.

Operando com exchanges, as corretoras de ativos digitais

Exchanges são plataformas que intermediam a compra e venda de ativos digitais entre clientes. Há várias vantagens em ter o suporte do MB nessa intermediação.

  1. Usabilidade: pelo celular ou pelo computador, a interface é fácil de ser utilizada tornando a experiência de comprar e vender criptomoedas muito mais simples e acessível.
  2. Diversidade de portfólio: na mesma plataforma, é possível encontrar mais de 200 ativos para negociar ampliando as opções de investimento.
  3. Segurança de ponta: o MB adota boas práticas em Segurança da Informação com medidas sólidas para proteger as informações e fundos dos nossos clientes.
  4. Aumento de liquidez: com uma base grande de usuários, é muito mais fácil que o “match” entre comprador e vendedor aconteça, aumentando a liquidez do mercado — no MB, contamos com mais de 3 milhões de clientes em nossa base.

Quais os riscos de investir em exchanges estrangeiras?

Ao utilizar plataformas que não estejam adequadas às regulamentações nacionais, os credores arriscam participar de operações completamente desprotegidas de eventuais danos. Fica mais complicado avaliar a segurança e confiabilidade da empresa, além de dificultar caso seja necessário apoio de alguma entidade de proteção ao consumidor, por exemplo.

Algumas exchanges estrangeiras estão registradas em paraísos fiscais, apresentando alto risco em situações de litígio. Nesse cenário, o tempo para que um recurso ou ação sejam movidos é muito maior e as chances de que os ativos da corretora sejam bloqueados é bem reduzida.

Saber onde investir é tão importante quanto entender em qual ativo investir. Conte o MB para ser a sua exchange de confiança.

Como guardar as minhas criptomoedas?

Assim como é possível operar as criptomoedas de forma autônoma ou através de exchanges, o mesmo acontece com a guarda das criptomoedas.

Armazenando as criptomoedas de forma autônoma

Esse modelo é também chamado de “carteira não custodiada” ou “auto custódia”, afinal você é o único responsável pela guarda e segurança das suas chaves privadas — que são o que dão acesso e posse às suas criptomoedas.

As opções disponíveis para você armazenar as suas moedas são:

  1. Cold wallets: em tradução literal, as “carteiras frias”, são carteiras físicas que se parecem com pen-drives e não possuem acesso à internet. Elas têm a vantagem de fazer esta barreira contra ataques de hackers, mas justamente por não estarem online, são pouco acessíveis diminuindo a praticidade de transações do dia a dia.
  2. Hot wallets: as “carteiras quentes”, ao contrário das cold wallets, são carteiras online, isto é, conectadas à internet e vão pelo outro lado: têm muita praticidade, mas são sujeitas aos ataques cibernéticos.

Vamos deixar aqui boas práticas para fazer a sua própria custódia:

  • Jamais informe suas chaves privadas e senhas de acesso.
  • Preste muita atenção no envio de QR codes para terceiros, pois estes podem conter dados sigilosos.
  • Faça uma cópia de segurança da sua chave privada em formato analógico. O padrão de segurança para anotar as chaves (seeds) é usar uma placa de metal, conhecidas como metal wallets.

O mais importante é nunca salvar suas senhas na nuvem (cloud), mesmo em modo de fotografia ou em e-mails. 

Dá uma olhada no vídeo a seguir sobre guardar Bitcoins de forma segura.

Armazenando as criptomoedas na exchange

É muito importante, ao optar por terceirizar a custódia das suas criptomoedas, escolher uma empresa confiável, com sólido histórico de funcionamento e boas referências. Há algumas vantagens em deixar suas moedas na exchange:

  1. Conveniência: ao invés de ter uma carteira para cada rede, em uma única plataforma, você consegue gerenciar todos os seus ativos digitais de forma simples e intuitiva.
  2. Segurança: exchanges seguras, além de trabalharem com medidas de proteção como criptografia e 2fa, mantém os fundos de seus clientes em cold wallets evitando vulnerabilidades e quebra de segurança.

O MB é confiável, pois possui histórico de funcionamento de 10 anos sem intercorrências ou vazamentos de dados. Além disso, fazemos segregação patrimonial, ou seja, os ativos dos nossos clientes são separados dos nossos ativos corporativos garantindo transparência, responsabilidade na gestão dos recursos da empresa e que o consumidor sempre tenha possibilidade de resgatar seu patrimônio. Por isso, os clientes que desejarem deixar seus ativos sob nossa custódia podem ficar tranquilos.

Confira no vídeo abaixo dicas para escolher uma exchange segura: 

Como evitar cair em golpes financeiros?

Cada vez mais elaborados, com certeza você já sofreu ou soube de alguém que sofreu um golpe recentemente. É necessário prestar atenção a algumas boas práticas de proteção cibernéticas para evitar de cair nos ataques virtuais:

  • Antes de comprar ou vender em corretoras, verifique se a empresa está devidamente cadastrada junto aos reguladores locais. 
  • Desconfie e recuse toda e qualquer oferta que tenha uma data limite curta para tomar a decisão.
  • Qualquer promessa de lucros exorbitantes, acima da média do mercado, em prazos curtos é digna de suspeita.
  • Muitas fraudes pedem que envie recursos para intermediários ou pessoas físicas, desconfie imediatamente.
  • Baixe aplicativos apenas das lojas oficiais: tome muito cuidado ao habilitar aplicativos de “fontes desconhecidas”.

Na dúvida, busque pelos canais oficiais da empresa antes de tomar qualquer decisão. Aqui no MB, segurança é um valor inegociável: conheça as nossas principais medidas para cuidar do patrimônio dos nossos clientes.

Questões legais: existe regulação de criptomoedas no Brasil?

Sim, é legal e permitido comercializar criptomoedas e criptoativos (tokens) no Brasil. O marco regulatório, ou “Lei das criptomoedas” (PL 4401/21), aprovada em dezembro de 2022, foi resultado de anos de debates legislativos sobre o tema.

  • Define diretrizes regulatórias que norteiam a regulamentação infralegal e proteção e defesa do consumidor.
  • Busca trazer mais transparência às operações e combater as fraudes financeiras, exigindo registro e autorização prévia para intermediação.

Essa robustez criou um ambiente favorável para a entrada de investidores mais conservadores e menos familiarizados à tecnologia, popularizando as criptomoedas e tornando-as parte integrante, como diversificação, das carteiras do Brasil, incluindo pessoas físicas e empresas.

Agora que você já entendeu que é perfeitamente legal investir em criptomoedas, é hora de descobrir se é preciso declará-las no seu Imposto de Renda.

Preciso declarar criptomoedas?

Sim, a declaração de criptomoedas no imposto de renda anual sempre foi obrigatória para bens (digitais ou não) com valor de aquisição acima de R$ 5 mil. 

  • A Instrução Normativa nº 1888/2019, instituiu a obrigatoriedade da prestação mensal de informações, incluindo operações no exterior. 
  • A declaração é obrigatória para pessoas físicas e jurídicas registradas no Brasil que movimentaram mais de R$30 mil no mês.

Os ativos são declarados na ficha “Bens e Direitos”, com os ganhos mensais abaixo de R$ 35 mil livres de tributação. Os rendimentos isentos devem ser informados na ficha de “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”.

Vale a pena investir em criptomoedas?

Após um início de 2023 em forte recuperação, as criptomoedas podem representar uma boa oportunidade para quem deseja diversificar seus investimentos. Os analistas de mercado e investidores renomados esperam um ano construtivo, embora ainda muito dependente das economias tradicionais.

Vivemos uma revolução com a nova economia digital, um mercado que não está mais restrito às criptomoedas, oferecendo um leque bem maior de aplicações e opções de investimento. 

Por último, o crescimento da adoção por usuários buscando autonomia e liberdade para movimentar seus ativos digitais torna o ambiente especialmente atrativo para investir em criptomoedas promissoras.

Se você chegou até aqui e ainda não abriu a sua conta, a hora é agora: abra sua conta e faça parte da nova economia digital.

https://www.mercadobitcoin.com.br/economia-digital/guia/criptomoedas/
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