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Yasmin Hund Yasmin Hund
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Ao longo do ano passado, assistimos empresas dos mais diversos ramos – instituições financeiras e marketplaces, apenas para ficar em alguns exemplos – lançando produtos e serviços relacionados a criptomoedas. Além de funcionalidades para compra e venda de cripto, players tradicionais estão lançando seus próprios tokens e ganhando mais fluência em um tema que antes era restrito aos chamados crypto native. 

Em todo o mundo, empresas consolidadas já estão explorando a Web3 há algum tempo. A maioria das grandes marcas começou pelo lançamento de NFTs. Foi o caso de Nike, Adidas, Porsche, Gucci, Starbucks, entre tantas outras. Mas muitos desses posicionamentos iniciais tiveram mais a ver com publicidade do que com transformação tecnológica de fato. Afinal, nenhuma grande marca queria ficar de fora do hype. Agora, pouco a pouco, as grandes organizações parecem estar começando a compreender que o potencial do blockchain e da tokenização vai muito além de NFTs colecionáveis.

Entrada das empresas tradicionais no Mundo Cripto

Apesar do inverno cripto, 2022 foi um ano de muitos avanços no que diz respeito à expansão da adoção de blockchain e criptomoedas enquanto tecnologias disruptivas. De maneira nunca antes vista, grandes players do mercado tradicional começaram a se posicionar – seja lançando produtos cripto para os seus clientes, ou adotando essa tecnologia para processos internos.

Para além do que já vinha acontecendo no bull market de 2021, quando os investidores institucionais começaram a montar posições em criptomoedas e outros ativos digitais em seus portfólios, vimos uma corrida por grandes empresas e bancos para lançarem seus próprios produtos e funcionalidades cripto. Os avanços regulatórios que começaram a ganhar força no segundo semestre de 2022 também ajudaram a dar mais segurança para a entrada desses novos players. 

Fica bastante evidente, especialmente em fóruns sobre inovação e tecnologia envolvendo empresas de diferentes segmentos, que os temas de tokenização, blockchain e Web3 deixaram de ser uma preocupação exclusiva dos players do segmento cripto. Se até não muito tempo atrás as discussões sobre inovação fora da bolha cripto ficavam restritas a temas como o open banking, hoje, a grande maioria das empresas, especialmente no setor financeiro, está buscando se posicionar de alguma forma diante da expansão da adoção do blockchain. 

Sabemos que a grande maioria desses players não possui o know how específico para a construção dessas funcionalidades em blockchain. Por isso, o mais comum é que as plataformas sejam construídas sobre infraestruturas terceirizadas. Hoje, alguns players crypto native se especializaram em fornecer essas soluções de infraestrutura para outras plataformas – como é o caso da Paxos, responsável pela tecnologia por trás da negociação de criptomoedas oferecida pelo Nubank e pelo Mercado Livre. O MB Cloud é a solução de infraestrutura desenvolvida pelo MB para permitir a compra e venda de criptoativos dentro do aplicativo ou plataforma de clientes B2B. Essa solução white label oferece uma maneira conveniente para as empresas implementarem a funcionalidade de criptomoedas em seus serviços, sem precisarem se preocupar com a construção e manutenção de uma infraestrutura blockchain própria.

Cada vez mais, com empresas tradicionais buscando um posicionamento em cripto e Web3, essas soluções white label vão ganhar corpo.

Bancos e corretoras tradicionais vs. Exchanges cripto

Sabemos que, para a grande maioria das pessoas, ainda há desafios gigantescos de UX na execução de quase qualquer operação que envolva blockchain. Por isso, grande parte do público acaba optando pelos apps e plataformas dos bancos e corretoras tradicionais, que já conhecem. Apesar da comodidade, ao fazerem essa opção, os clientes enfrentam várias desvantagens (como as taxas, que são mais altas), e encontram uma gama limitada de produtos e serviços.

As corretoras especializadas em cripto conseguem facilitar o acesso a um número muito maior de produtos, oferecendo ativos que ainda estão completamente fora do radar dos concorrentes do mercado tradicional – que, em sua maioria, oferecem apenas BTC e ETH. Um exemplo disso são os tokens de DeFi (Finanças Descentralizadas), que representam protocolos financeiros construídos na blockchain e permitem uma série de funcionalidades, como empréstimos, staking e yield farming. Esses tokens de DeFi podem ser acessados e negociados em corretoras especializadas em criptomoedas. Outros exemplois são os fan tokens e os tokens de renda fixa. A velocidade de lançamento de produtos e serviços é incomparável. 

Além disso, as plataformas lançadas por bancos ainda não permitem as funções de saque e depósito em cripto. Isso, além de limitar a autonomia do indivíduo sobre os seus investimentos, restringe as interações com outras plataformas (DeFi, marketplaces de NFT, etc). Isso vai na contramão da principal proposta de valor dos criptoativos, que é proporcionar liberdade e autonomia aos usuários sobre seus ativos digitais. 

A Tokenização de ativos reais

Além da negociação de criptomoedas, a tokenização de ativos reais se tornou um tema recorrente e super importante. Quando se pensa no sistema financeiro tradicional, o potencial disruptivo da tokenização é quase imensurável. Os instrumentos financeiros tradicionais hoje dependem de inúmeros intermediários que são, em sua maioria, controlados por monopólios. Os movimentos regulatórios recentes apontam para um mercado financeiro cada vez mais digital.

A tokenização de ativos como precatórios, cotas de consórcios e outros recebíveis é extremamente transformacional. Através da estruturação desses produtos com registro em blockchain, os clientes do varejo passam a ter acesso a ativos antes restritos aos investidores institucionais. Cria-se um fluxo financeiro muito mais difundido e com absoluta transparência e rastreabilidade. 

Esse é outro campo em que empresas de diferentes setores estão começando a se aventurar.  Até pouquíssimo tempo atrás, a tokenização de ativos reais era um tema super restrito às crypto native. Há players especializados, como o MB Tokens, a Vórtx QR Tokenizadora  e a Liqi, que conseguem oferecer às mais diversas organizações a infraestrutura necessária para a tokenização. Uma fintech que atue com a cessão de recebíveis, por exemplo, pode, através de uma parceria, tokenizar esses recebíveis. 

Enfim…

O fato de que cada vez mais os players de diferentes segmentos estão buscando se posicionar de alguma forma no ecossistema cripto mostra o amadurecimento do mercado. Aos poucos, parece estar se difundindo de maneira mais ampla a noção do potencial disruptivo do blockchain enquanto tecnologia e infraestrutura. 

Dentro desse contexto, as organizações que já surgiram como cripto/Web3 se diferenciam conseguindo manter um ritmo muito mais acelerado de inovação e transformação. Além disso, oferecendo as bases tecnológicas necessárias para que o sistema como um todo continue se transformando.

Yasmin Hund
Faz parte do time de M&A e Corp Dev do MB, conduzindo as atividades de M&A, CVC e Relação com Investidores. Além disso, é lider do Crypto Ladies, grupo de afinidade que defende a equidade de gênero dentro da companhia. Antes de se juntar ao MB, trabalhou com M&A Advisory em transações de diferentes setores.

https://www.mercadobitcoin.com.br/economia-digital/coluna/empresas-tradicionais-abracando-o-mundo-cripto/
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Yasmin Hund

Yasmin faz parte do time de M&A e Corp Dev do MB, conduzindo as atividades de M&A, CVC e Relação com Investidores. Além disso, é lider do Crypto Ladies, grupo de afinidade que defende a equidade de gênero dentro da companhia. Antes de se juntar ao MB, trabalhou com M&A Advisory em transações de diferentes setores. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/yasmin-rodrigues-hund/

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