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Chiliz - CHZ
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XRP - XRP
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MANA (Decentraland) - MANA
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USD Coin - USDC
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Cardano - ADA
R$ 1,32 3.03%
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Solana - SOL
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Bitcoin - BTC
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Ethereum - ETH
R$ 13.965,00 0.35%
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Redação Redação
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Na abertura da terceira edição do DAC (Digital Assets Conference), evento promovido por Mercado Bitcoin e Tether no centro financeiro de São Paulo, o chairman e CEO do MB, Roberto Dagnoni, resumiu os últimos três anos do setor cripto em uma frase: 

“2024 foi sobre perguntas. 2025 foi confirmação. 2026 é sobre convergência.”

 A ponte entre as finanças tradicionais e o mundo cripto, que o MB vem construindo desde a primeira edição do evento em 2024, finalmente está conectada dos dois lados.

Os números que Dagnoni apresentou provam que a “camada financeira” de cripto não parou de se construir, mesmo com os preços oscilando:

  • A capitalização de mercado de ativos digitais soma US$ 2,6 trilhões, um crescimento de 3,2 vezes desde 2022.
  • O valor distribuído em ativos tokenizados quase dobrou em nove meses: de US$ 21 bilhões em janeiro para US$ 40 bilhões em setembro, justamente no período de queda do Bitcoin.
  • Nasdaq, NYSE e DTCC, as maiores infraestruturas de negociação e liquidação dos EUA, avançaram para integrar ativos tokenizados às próprias operações. 
  • Stablecoins somam US$ 300 bilhões em circulação e movimentaram US$ 35 trilhões só em 2025, o dobro de 2024.

E o Brasil aparece com um paralelo direto:

Gráfico que explica o quanto o pix cresceu desde 2022 (3,2x) e o quanto o volume de stablecoins cresceu no Brasil durante o mesmo período (3,3x).

“Enquanto a camada especulativa corrigiu, especialmente nas altcoins, a camada financeira continuou construindo. É isso que convergência significa: dois sistemas se tornando um só. […] Ativos digitais não são mais uma moda passageira ou uma aposta sobre se vão funcionar. Agora é uma questão de onde participar, em qual infraestrutura confiar, e quanto alocar.”

Roberto Dagnoni (Mercado Bitcoin)

Números e destaques do DAC 2026

  • Público: 519 participantes presenciais (64% com poder direto de decisão).
  • Empresas: 326 empresas representadas (24% de atuação internacional).
  • Patrocinadores: Tether (patrocinadora principal), CME Group, B2C2, Fireblocks, Ripple, Solana, Crown, Sphere, Valor, Galaxy, Figment, OranjeBTC, Anchorage Digital e Sui.
  • Expansão para 2027: Além das edições confirmadas em São Paulo e Nova York, está planejada uma edição especial focada exclusivamente em stablecoins e a estreia do evento em Lisboa.

O que veio antes do palco

Um dia antes, em um encontro fechado na sede do MB na Faria Lima chamado DAC Insiders, 60 líderes de mercado se dividiram em cinco mesas redondas para debater uma pergunta: o que precisa ser verdade em 2027 e 2028 para cripto realmente ganhar escala?  

  1. Regulação é vantagem competitiva, não custo: o mercado precisa de regras proporcionais ao risco, não de barreiras que forcem consolidação.
  2. Liquidez institucional é o motor da adoção: sustenta operações de grande porte sem abalar o preço.
  3. Stablecoins são a fundação invisível: a próxima onda de uso vem de agentes de IA fazendo micropagamentos autônomos, não só de humanos.
  4. Tokenização exige abstração total: a meta é o usuário nunca precisar “ver” a blockchain para usá-la, como respirar sem pensar em cada respiração.
  5. A pergunta agora é o que a convergência entre cripto e IA destrava na economia: menos custo de inteligência (IA), menos custo de confiança (blockchain), e novos ativos antes inviáveis se tornando possíveis.

🏦 Dagnoni também anunciou novidades do Mercado Bitcoin desde a última edição: nova sede na Faria Lima, aporte de R$ 100 milhões da Tether, parceria estratégia com a Bitso para consolidar a maior infraestrutura de pagamentos institucionais do Brasil, e a contagem regressiva para a nova regulação.

Fique até o final para entender o que isso muda na prática para quem investe no Brasil a partir de agora.

A evolução do Bitcoin

O Bitcoin atingiu sua máxima histórica de US$ 126 mil em outubro de 2025, e no dia do DAC estava em torno de US$ 78 mil, uma queda de 38% em relação ao pico. Ainda assim, esse preço está 27% acima da cotação do primeiro DAC, em 2024.

Para quem entrou recentemente no mercado, esse tipo de oscilação pode assustar, mas Guilherme Ferreira, cofundador e CFO da OranjeBTC, e David Lawant, head de pesquisa da Anchorage Digital, dizem que esse foi o ciclo de baixa “mais fácil” que já viram na história da criptomoeda.

“Esse ciclo parece fácil comparado aos outros por causa do amadurecimento do Bitcoin como classe de ativo. Quando falamos com nossos colegas e clientes, notamos que ninguém parou de trabalhar, nem diminuiu o entusiasmo com o Bitcoin e outras áreas do setor, como staking, stablecoin e tokenização. Também não vi nenhuma desaceleraçãodo ritmo das grandes instituições em relação à adoção de Bitcoin ou cripto.”

David Lawant (Anchorage Digital)

No ciclo atual, a pressão sobre o preço não veio de um problema do Bitcoin em si. Na percepção dos especialistas, o principal fator foi a disputa por capital com a Inteligência Artificial, hoje o assunto favorito do mercado, que sugou investimento de várias áreas, incluindo cripto. Um exemplo prático disso foi a oferta pública inicial de ações (IPO) da SpaceX.

Some a isso um pano de fundo macroeconômico turbulento, com mudanças na política monetária dos EUA e guerras no Oriente Médio.

→ Nada disso ataca a tese do Bitcoin. É disputa por atenção, não por fundamento.

 O amadurecimento também ficou visível na correlação que o BTC tem com outros ativos.

💡 A correlação entre Bitcoin e ouro nunca foi tão alta. Já a correlação com ações caiu ao menor nível em anos. Isso significa que o mercado está tratando o Bitcoin cada vez mais como reserva de valor, e cada vez menos como aposta especulativa.

Esse perfil ajuda a explicar por que a adoção institucional do Bitcoin avança em ritmo acelerado e já aparece em exemplos concretos: o IBIT, ETF de Bitcoin da BlackRock, é hoje o produto mais rentável da maior gestora de ativos do mundo, e o JP Morgan passou a aceitar Bitcoin como garantia em operações de crédito. 

No Brasil, o executivo da OranjeBTC citou um caso parecido: um grande banco brasileiro que aceitou Bitcoin como garantia em uma captação de dívida com a empresa, uma das primeiras operações do tipo no país.

🚀É um sinal de que a adoção está avançando: bancos tradicionais deixam de apenas ofertar a compra e venda de BTC para os clientes, e passam a integrar o ativo a produtos financeiros mais elaborados, como garantia de operações de crédito. 

Regulação inicia nova era do mercado cripto no Brasil

30 de outubro é a data que muda o jogo da regulação cripto no Brasil: é o prazo final para que os prestadores de serviços de ativos virtuais, as PSAVs (empresas como corretoras e custodiantes de criptomoedas), peçam autorização para operar ao Banco Central.

→ Na prática, isso significa que operar no mercado cripto brasileiro deixa de ser uma zona cinzenta: exchanges precisam estar autorizadas pelo Banco Central, seguindo regras de capital, governança e segurança que hoje só valem para instituições financeiras tradicionais. 

Para o investidor, o efeito é mais proteção e transparência sobre quem está por trás da plataforma que ele usa. Para a indústria, é o fim do período de teste: quem não se adequar, sai do mercado formal.

“Quando você entra no perímetro regulatório, passa a ter diálogos permanentes com o regulador e a ter importância no desenvolvimento dos próximos passos da regulação. Outro benefício é que, quando você entra nesse ecossistema de regulação bem definido, também passa a se integrar ao sistema financeiro e a ser um player relevante, que consegue contribuir com o desenvolvimento da regulação e, no final das contas, atingir o benefício da sociedade, que é o que a gente procura.”

Nagel Paulino (chefe de divisão do Departamento de Regulação do Banco Central)

E o Banco Central já sinalizou a próxima etapa da regulação: regras específicas para staking (o processo de travar tokens numa rede para ajudar a validar transações e ganhar recompensas em troca) e para stablecoins, que ganham atenção redobrada por causa do uso crescente desses ativos em transferências de recursos para o exterior.

Se o BC está regulando os prestadores de serviços, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) avança numa segunda frente: testar como ações, debêntures e cotas de fundos podem migrar para uma infraestrutura tokenizada. 

Ao abrir o painel sobre o tema, Vanessa Butalla, Vice-Presidente de Jurídico, Compliance e Riscos do Mercado Bitcoin, traçou um paralelo:

“O PIX foi muito importante para a inclusão do sistema bancário de milhões de brasileiros. E eu vejo a tokenização como algo bastante parecido na ótica do mercado de capitais. É como se a tokenização para o mercado de capitais fosse o que o PIX foi para o mercado bancário.”

Vanessa Butalla (Mercado Bitcoin)

Durante o evento, o presidente da CVM, Otto Lobo, afirmou que “recebemos uma decisão do Supremo Tribunal Federal para tokenizar o mercado”. Um grupo de trabalho criado pela autarquia há cerca de 60 dias já produziu recomendações regulatórias e entrou em nova etapa de testes com ativos em DLT (tecnologia de registro distribuído, a base técnica por trás da blockchain).

A ideia não é substituir de imediato a infraestrutura atual, mas permitir que os modelos tradicional e tokenizado coexistam. “Vamos ter dois trilhos funcionando ao mesmo tempo”, afirmou Lobo, comparando o sistema atual a carros a combustão, e a nova infraestrutura tokenizada, a carros elétricos.

💡 É assim que o presidente da CVM descreve o plano do Brasil para tokenizar o mercado de capitais, sem forçar ninguém a escolher um lado.

E como anda a regulação nos EUA e Europa?

🇺🇸 Até 2025, a regulação cripto nos EUA era feita “por fiscalização”: não havia uma regra formal para as empresas do setor seguirem, e muitas foram processadas durante a gestão de Gary Gensler à frente da SEC (Comissão de Valores Mobiliários dos EUA).

O cenário mudou com a troca de governo americano: no ano passado, foi sancionado o GENIUS Act, a primeira lei federal para pagamentos com stablecoins nos EUA. Já o Clarity Act, projeto de lei que criaria uma estrutura federal completa para todo o mercado cripto, perdeu força no Senado.

Segundo Jason Holloway, diretor de políticas para fintechs do Escritório de Regulação Financeira da Flórida, o Clarity Act não deve ter tempo de voltar à pauta neste Congresso, e o momento atual é mais político do que técnico, sem clareza ainda sobre os próximos passos.

“Eu vejo três coisas acontecendo nos próximos 12 meses: a aplicação do GENIUS Act avançando nos níveis federal e estadual, a SEC e a CFTC publicando regras próprias, e uma nova tentativa de negociar o Clarity Act perto das eleições de meio de mandato.”

Jason Holloway (Florida Office of Financial Regulation)

🇪🇺 Na Europa, o modelo é o oposto: um marco único e abrangente chamado MiCA, criado de cima para baixo, com pouco diálogo direto com o mercado local.

“Existe uma circunstância na Europa que afasta essa realidade que tivemos aqui no Brasil de diálogo com o regulador. A norma partiu de uma diretiva da União Europeia, e não necessariamente de uma dinâmica de construção do regulador específico do Estado-membro. Naturalmente, existe um afastamento gigantesco entre o que diz a norma e o que quer o regulador do estado-membro.”

Reinaldo Rabelo (CEO do Mercado Bitcoin na Europa)

 O comparativo abaixo resume onde cada um desses três modelos está hoje:

Imagem com tabela de referência sobre os modelos de atuação do Brasil, EUA e Europa em relação a criptomoedas.

🧩 Falta, porém, uma peça nesse quebra-cabeça: um padrão comum entre os países da América Latina. 

Para Juan Pablo, gerente de compliance da empresa de pagamentos Sphere, a fragmentação regulatória na região hoje trava o crescimento do setor.

“Eu espero um framework de compliance padronizado para a América Latina. Não podemos nos comparar à Europa, nem à Ásia, somos mercados diferentes dos dois. Mas acredito que precisamos levar essa pauta aos reguladores: eles também fazem parte desse ambiente global, e é hora de pressionar por isso.” 

Juan Pablo (Sphere)

Stablecoins como infraestrutura invisível

Quando discutimos o mercado cripto brasileiro, é impossível deixar as stablecoins de fora da conversa. 

Aqui esse crescimento aparece nos números: stablecoins eram 3% do volume de negociação reportado no Brasil em 2019. Hoje, são mais de 80%, e quase 90% desse volume é em uma única stablecoin, a Tether (USDT).

Boa parte desse volume vem de grandes players institucionais. Mas, no dia a dia do usuário comum, o uso mais frequente de stablecoin é simplesmente ganhar exposição ao dólar.

Fabricio Tota, VP de Crypto Affairs do Mercado Bitcoin e membro do conselho da stablecoin lastreada ao real BRL1, acredita que as stablecoins vão se tornar cada vez mais invisíveis: o usuário paga, recebe ou negocia sem nem perceber que está usando uma. A melhor ilustração disso veio de uma história pessoal dele:

“Outro dia eu estava na Argentina e comprei duas garrafas de vinho, e o comerciante aceitava Pix. Fiquei curioso, espiei a tela do rapaz, e vi que o preço estava em USDT: era um parceiro do Mercado Bitcoin que fornecia a infraestrutura para esse comerciante. No fim das contas, eu estava usando o Mercado Bitcoin, estava usando a Tether, estava usando a infraestrutura de um terceiro para pagar com USDT. A boa história é a de alguém que paga usando uma stablecoin e nem sabe. Acho que ainda não chegamos lá, mas já estamos pavimentando o caminho.“

Fabricio Tota (Mercado Bitcoin)

Esse uso discreto, no entanto, pode ganhar escala rápida nos próximos anos, na mesma linha do crescimento das stablecoins pareadas ao real.

→ O mercado de stablecoins em reais pode chegar a R$ 1 trilhão em 10 anos no Brasil.

Essa é a projeção de John Delaney, CEO da Crown (emissora da stablecoin BRLV atrelada ao real), caso essas stablecoins alcancem cerca de 8% da base monetária do país.

O mercado tradicional já está de casa nova na blockchain

O mercado de capitais também está abraçando a tecnologia das criptomoedas para dar mais eficiência às suas operações.

Giovanni Vicioso, chefe global de produtos cripto da CME Group, a maior bolsa de derivativos do mundo, contou que a bolsa já opera 24 horas por dia, 7 dias por semana, para toda sua linha de produtos cripto desde maio. 

Em 16 semanas de operação, a CME já negociou cerca de US$ 3 bilhões em fins de semana, e a lista de produtos 24/7 acaba de ganhar ouro e prata. Vicioso justifica a mudança com um caso real:

“Os participantes do mercado precisam gerenciar risco 24 horas por dia, 7 dias por semana. Temos um certo presidente nos EUA que decide, num sábado de manhã, que quer bombardear um país. As pessoas precisam se proteger desse risco.”

Giovanni Vicioso (CME Group)

A urgência de operar em qualquer horário é só um dos problemas que a tecnologia blockchain resolve. Outro, segundo Markus Infanger, vice-presidente sênior da Ripple X, é o dinheiro parado:

“Os mercados de capitais movem trilhões de dólares por dia, e fazem isso majoritariamente em trilhos que levam dias, não segundos. Existem algo como US$ 3 a 5 trilhões de capital presos, porque as operações se liquidam entre um e dois dias úteis.”

Markus Infanger (Ripple)

E o Brasil, segundo Infanger, tem tudo para estar na linha de frente dessa solução, graças à postura aberta dos reguladores: “Tenho conversado com os reguladores locais e estou bem impressionado. Acho que o Brasil está mostrando o caminho de como isso deveria ser feito.”

Conclusão 

O DAC 2026 não muda a régua de decisão de quem investe: continua sendo sobre horizonte, perfil de risco e disciplina, não sobre acertar o próximo movimento de preço.

O que o evento traz é contexto: o Bitcoin cada vez mais tratado como reserva de valor, a nova regulação brasileira trazendo mais segurança jurídica, a tokenização e as stablecoins avançando como parte da engrenagem do sistema financeiro.

Seja qual for a frente que mais interessa a você, Bitcoin, stablecoins ou os novos produtos de renda fixa digital, o Mercado Bitcoin já oferece acesso a todas elas em um só lugar. Abra a sua do MB e acompanhe de perto essa construção.

https://www.mercadobitcoin.com.br/blog/mb-explica/dac-2026/
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