{"id":382,"date":"2018-09-13T08:00:00","date_gmt":"2018-09-13T08:00:00","guid":{"rendered":"\/2018\/09\/13\/criptodicionario-para-entender-a-criptoeconomia\/"},"modified":"2024-07-16T20:24:02","modified_gmt":"2024-07-16T23:24:02","slug":"dicionario-cripto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.mercadobitcoin.com.br\/blog\/criptos\/dicionario-cripto\/","title":{"rendered":"Dicion\u00e1rio Cripto: para entender a criptoeconomia"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Come&ccedil;ar a investir em criptomoedas pode parecer assustador. S&atilde;o tantos termos novos e diferentes que &eacute; normal se sentir acuado. Isso pode at&eacute; fazer alguns desistirem desse mercado devido &agrave; dificuldade de entender a terminologia.<\/em><p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Para ajudar voc&ecirc; a iniciar com mais tranquilidade e se ambientar com as express&otilde;es utilizadas no universo das criptomoedas, o Mercado Bitcoin preparou um gloss&aacute;rio pr&aacute;tico, explicado de forma simples e direta. Acompanhe!<\/em><\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Airdrop<\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">Distribui&ccedil;&atilde;o gratuita de ativos digitais para um grupo espec&iacute;fico de usu&aacute;rios, visando incentivar a ado&ccedil;&atilde;o e promover um novo projeto. Tipicamente, moedas s&atilde;o enviadas para usu&aacute;rios que utilizam determinado aplicativo descentralizado (DApp) ou j&aacute; possuem outros ativos relacionados. Os airdrops costumam ser realizados atrav&eacute;s de contratos program&aacute;veis (<em>smart contracts<\/em>), e t&ecirc;m como objetivo criar uma comunidade engajada.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Altcoin<\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">Qualquer criptomoeda diferente do Bitcoin, como Ethereum, Solana, USDC, Shiba, Uniswap, entre outras. Do ingl&ecirc;s &ldquo;alternative&rdquo;, significa apenas que esse ativo digital se inspirou na tecnologia do Bitcoin, a maior e mais antiga criptomoeda. Mesmo que determinado ativo digital n&atilde;o tente competir no segmento de dinheiro program&aacute;vel, ainda assim &eacute; definido como altcoin.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>All-time high (ATH)<\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">&ldquo;All Time High&rdquo;, o maior valor hist&oacute;rico alcan&ccedil;ado por um ativo. Quando algu&eacute;m diz que a ATH do Bitcoin foi de R$ 379 mil, isso significa que esta &eacute; a cota&ccedil;&atilde;o mais alta que o Bitcoin j&aacute; atingiu quando medido em reais brasileiros. Cabe ressaltar que a m&aacute;xima hist&oacute;rica n&atilde;o impede a criptomoeda de continuar em alta no pr&oacute;prio dia ou nas semanas seguintes. Em suma, n&atilde;o funciona como um teto.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>ASICs<\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">ASIC s&atilde;o m&aacute;quinas&nbsp; especializadas criadas exclusivamente para a minera&ccedil;&atilde;o de criptomoedas. Esses equipamentos consomem muita energia, aumentando a produtividade dos mineradores. Cada algoritmo de criptografia exige um maquin&aacute;rio espec&iacute;fico. Portanto, um ASIC utilizado na minera&ccedil;&atilde;o de Bitcoin (SHA-256) dificilmente &eacute; vantajoso para minerar Dogecoin (Scrypt).<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Baleia<\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">Termo utilizado para definir grandes investidores. Podem ser pessoas f&iacute;sicas, fundos de investimento, ou at&eacute; mesmo bancos e governos. Baleias s&atilde;o investidores com grande quantidade de criptomoedas. A transpar&ecirc;ncia dos registros no banco de dados compartilhado das criptomoedas permite rastrear os endere&ccedil;os na rede com grande n&uacute;mero de dep&oacute;sitos, ou seja, as baleias.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Bear \/ bearish<\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">&ldquo;Bear market&rdquo; define mercados de queda, quando o sentimento em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; tend&ecirc;ncia de um ativo ou classe est&aacute; negativo. Mesmo que ocorram altas tempor&aacute;rias, &eacute; poss&iacute;vel que o sentimento &ldquo;bearish&rdquo;, ou seja, pessimista, permane&ccedil;a ao analisar um per&iacute;odo mais longo. O oposto do &ldquo;bear market&rdquo; &eacute; o &ldquo;bull market&rdquo;, que indica um mercado de alta.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Blockchain&nbsp;<\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">Blockchain &eacute; uma &ldquo;corrente de blocos&rdquo;, um banco de dados distribu&iacute;do que permite registros sem depender de um agente centralizado. Esse sistema &eacute; governado pelos pr&oacute;prios usu&aacute;rios, e cada participante da rede &eacute; respons&aacute;vel por verificar as transa&ccedil;&otilde;es. Permite funcionamento sem possibilidade de censura e dificulta a altera&ccedil;&atilde;o de dados.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Bitcoin (BTC)&nbsp;<\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">Bitcoin &eacute; a primeira criptomoeda, criada em 2009, que deu origem &agrave; tecnologia de banco de dados distribu&iacute;do blockchain. Essa rede &eacute; formada por milhares de usu&aacute;rios rodando o software do Bitcoin de forma independente para validar transa&ccedil;&otilde;es e armazenar o registro hist&oacute;rico. A moeda nativa dessa rede &eacute; conhecida como Bitcoin, mas pode ser fracionada em pequenas unidades, denominadas satoshis.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Bitcoin Cash (BCH)<\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">Criptomoeda resultante da divis&atilde;o (fork) em 2017 do Bitcoin (BTC), criando uma esp&eacute;cie de &ldquo;bonifica&ccedil;&atilde;o&rdquo; para os detentores. Esse evento culminou em uma nova rede, totalmente independente, usando suas pr&oacute;prias regras para a valida&ccedil;&atilde;o e registro de transa&ccedil;&otilde;es. O projeto optou por aumentar a capacidade de processamento, aumentando o limite de transa&ccedil;&otilde;es em cada bloco.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong><em>Bridge<\/em><\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">&ldquo;Pontes&rdquo; que conectam duas ou mais blockchains, permitindo que os usu&aacute;rios realizem transa&ccedil;&otilde;es e compartilhem dados entre redes distintas. Desse modo, um aplicativo descentralizado pode habilitar seus usu&aacute;rios a usar ativos digitais sint&eacute;ticos de outra rede blockchain para participar de jogos ou servi&ccedil;os.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Bull \/ bullish<\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">&ldquo;Bull market&rdquo; define mercados em tend&ecirc;ncia de alta, um movimento que pode durar desde poucas horas at&eacute; alguns anos. Portanto, quando um investidor enxerga um sentimento positivo, afirmamos que o mercado est&aacute; &ldquo;bullish&rdquo;. Durante esses per&iacute;odos, not&iacute;cias e eventos negativos t&ecirc;m pouco ou nenhum impacto no pre&ccedil;o. Seu oposto &eacute; o &ldquo;bear market&rdquo;.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Burn<\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">Processo de destruir permanentemente uma quantidade espec&iacute;fica de criptomoedas para reduzir a oferta circulante. Um exemplo pr&aacute;tico &eacute; quando projetos queimam moedas detidas em sua tesouraria ou destroem parte do estoque originalmente destinado &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o programada. Cabe ressaltar que a redu&ccedil;&atilde;o da oferta circulante n&atilde;o garante aumento de demanda ou valoriza&ccedil;&atilde;o do ativo.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Carteira digital (wallet)<\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">Mecanismo para armazenar as &ldquo;chaves privadas&rdquo; utilizadas para realizar transa&ccedil;&otilde;es e enviar e receber criptomoedas no blockchain. Conhecida como <em>wallet<\/em>, pode existir no formato f&iacute;sico ou 100% digital, atrav&eacute;s de programas e apps. Para aumentar a seguran&ccedil;a, &eacute; poss&iacute;vel utilizar carteiras multi-assinatura (multisig), exigindo autoriza&ccedil;&atilde;o de mais de um usu&aacute;rio para mover os fundos.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Central Bank Digital Currency (CBDC)<\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">Dinheiro fiduci&aacute;rio no formato de ativo digital (token) emitido por governos e bancos centrais. Mesmo quando h&aacute; uso do blockchain, este sistema requer autoriza&ccedil;&atilde;o de um coordenador, pois o emissor possui total liberdade para mudar regras de emiss&atilde;o, congelar e reverter transa&ccedil;&otilde;es e at&eacute; mesmo banir determinados endere&ccedil;os. Em resumo, CBDC n&atilde;o &eacute; criptomoeda.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Chave privada&nbsp;<\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">Chave criptogr&aacute;fica que determina a posse de uma carteira. Funciona de forma an&aacute;loga a uma senha, que n&atilde;o deve ser compartilhada em hip&oacute;tese alguma. Enquanto a chave privada &eacute; equivalente &agrave; senha de banco, a chave p&uacute;blica pode ser divulgada como um endere&ccedil;o para receber dep&oacute;sitos. A carteira (wallet) armazena essas chaves de forma segura, embora seja responsabilidade do usu&aacute;rio seguir as regras b&aacute;sicas de prote&ccedil;&atilde;o digital.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Chave p&uacute;blica<\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">Gerada a partir da chave privada, &eacute; respons&aacute;vel pelos endere&ccedil;os no blockchain da carteira (<em>wallet<\/em>). Uma &uacute;nica chave privada pode gerar diversas chaves p&uacute;blicas. No entanto, sem a chave privada correspondente, ningu&eacute;m &eacute; capaz de realizar movimenta&ccedil;&otilde;es na carteira. Essa seguran&ccedil;a &eacute; garantida pela criptografia assim&eacute;trica.&nbsp;<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Cold wallet&nbsp;<\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">Carteira (<em>wallet<\/em>) &ldquo;fria&rdquo; que n&atilde;o est&aacute; conectada &agrave; internet, mas &eacute; capaz de armazenar as chaves dos respectivos endere&ccedil;os no blockchain. Pode existir em formato de dispositivo digital ou f&iacute;sico podendo ser at&eacute; mesmo uma chapa de alum&iacute;nio com a chave-mestra (<em>seed<\/em>) anotada em texto ou QR Code. O ponto crucial da &ldquo;carteira fria&rdquo; &eacute; a sua maior seguran&ccedil;a, devido ao fato de n&atilde;o estar conectada diretamente &agrave; internet.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Coinjoin \/ mixer<\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">Protocolo descentralizado que mistura as moedas de diferentes usu&aacute;rios para melhorar a privacidade. Tamb&eacute;m conhecido como <em>mixer<\/em>, esse mecanismo tenta ofuscar a origem da moeda e a identidade de seu dono ao coordenar transa&ccedil;&otilde;es de m&uacute;ltiplas entidades de forma agrupada. Embora ajude a eliminar rastros no blockchain, n&atilde;o oferece garantia de privacidade.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Criptografia<\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">T&eacute;cnica baseada em matem&aacute;tica para proteger dados e impedir que pessoas n&atilde;o autorizadas tenham acesso a informa&ccedil;&otilde;es privadas. O algoritmo SHA-256 &eacute; o padr&atilde;o da ind&uacute;stria, utilizado por governos, bancos e sistemas de armazenamento na nuvem. O termo criptomoeda &eacute; derivado da uni&atilde;o das palavras criptografia e moeda digital.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Criptoativo (<\/strong><strong><em>token<\/em><\/strong><strong>)<\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">Ao contr&aacute;rio das criptomoedas, um criptoativo (token) n&atilde;o possui blockchain pr&oacute;prio. S&atilde;o conhecidos como ativos digitais e s&atilde;o protegidos pela criptografia e registro em banco de dados de alguma criptomoeda previamente existente. Pode ser utilizado para a representa&ccedil;&atilde;o digital de um ativo real, como parte de um im&oacute;vel ou participa&ccedil;&atilde;o em determinada sociedade.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Criptomoeda<\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">Quando um ativo digital possui seu pr&oacute;prio banco de dados blockchain e rede de usu&aacute;rios executando o software de valida&ccedil;&atilde;o de transa&ccedil;&otilde;es, ele &eacute; conhecido como criptomoeda. Embora possa ter diversas funcionalidades, a criptomoeda &eacute; o ativo digital nativo de seu pr&oacute;prio ecossistema, sendo utilizada para pagamento de taxas de valida&ccedil;&atilde;o e registro de transa&ccedil;&otilde;es.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Cust&oacute;dia<\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">A&ccedil;&atilde;o de guardar, assegurando que um ativo est&aacute; protegido. A cust&oacute;dia pode ser feita tanto por empresas quanto por pessoas. No caso de ativos digitais, o detentor das chaves privadas &eacute; considerado o custodiante dos saldos em cada endere&ccedil;o. A boa administra&ccedil;&atilde;o de chaves privadas dos endere&ccedil;os eletr&ocirc;nicos exige investimento em tecnologia e protocolos de seguran&ccedil;a com redund&acirc;ncia para evitar riscos.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>DAO<\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">Organiza&ccedil;&atilde;o aut&ocirc;noma descentralizada (DAO) &eacute; uma sociedade virtual sem lideran&ccedil;a central. Funciona sem necessidade de confian&ccedil;a, sendo liderada pela pr&oacute;pria comunidade. As regras de gest&atilde;o s&atilde;o registradas em contratos inteligentes (<em>smart contracts<\/em>), funcionando sem depender de intermedi&aacute;rios. Geralmente, os detentores de tokens da DAO podem votar nas decis&otilde;es que regem a governan&ccedil;a, e qualquer participante pode sugerir mudan&ccedil;as.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>dApps<\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">dApps s&atilde;o aplicativos descentralizados com registro e execu&ccedil;&atilde;o no banco de dados blockchain. Todo o sistema &eacute; executado de forma autom&aacute;tica, sem possibilidade de interven&ccedil;&atilde;o humana. Para acessar estes servi&ccedil;os, &eacute; necess&aacute;rio conectar seu navegador de internet a uma carteira digital (<em>wallet<\/em>). O c&oacute;digo desses dApps pode ser analisado livremente e o resultado de suas opera&ccedil;&otilde;es &eacute; p&uacute;blico, tornando o sistema audit&aacute;vel e transparente.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Defi, finan&ccedil;as descentralizadas<\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">&ldquo;Decentralized Finance&rdquo;, ou finan&ccedil;as descentralizadas, s&atilde;o um conjunto de aplica&ccedil;&otilde;es e contratos inteligentes (<em>smart contracts<\/em>) que permitem casos de uso financeiros com ativos digitais usando o blockchain. Esses aplicativos oferecem uma alternativa ao sistema tradicional de pagamentos, empr&eacute;stimos, seguros e apostas, sem risco de censura, necessidade de intermedi&aacute;rios ou uso de contas banc&aacute;rias.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>DEX, <\/strong><strong><em>exchange <\/em><\/strong><strong>descentralizada<\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">Categorias de aplicativos descentralizados que permite a troca de ativos digitais, sem necessidade de um &ldquo;livro de ordens&rdquo; tradicional. A principal diferen&ccedil;a para uma corretora tradicional &eacute; a aus&ecirc;ncia da entrada e sa&iacute;da de moeda fiduci&aacute;ria, os d&oacute;lares, reais, e euros. Em contrapartida, o sistema oferece transpar&ecirc;ncia atrav&eacute;s de contratos inteligentes (<em>smart contracts<\/em>).<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Ethereum (ETH)<\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">Ethereum (ETH) &eacute; a segunda maior criptomoeda, criada em meados de 2015. Ao contr&aacute;rio do Bitcoin, o Ethereum optou por uma camada adicional ao banco de dados blockchain, focada no registro de ativos digitais e execu&ccedil;&atilde;o de contratos program&aacute;veis (<em>smart contracts<\/em>). Essa rede de c&oacute;digo aberto &eacute; a l&iacute;der absoluta em volume de transa&ccedil;&otilde;es e valor total depositado, al&eacute;m de definir padr&otilde;es de execu&ccedil;&atilde;o de contrato e ativos digitais.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong><em>Exchange&nbsp;<\/em><\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">Exchanges s&atilde;o corretoras de ativos digitais que atuam na intermedia&ccedil;&atilde;o de transa&ccedil;&otilde;es entre usu&aacute;rios. Na pr&aacute;tica, uma exchange apenas agrega interessados na compra e venda, sem influenciar o pre&ccedil;o negociado. Sua principal fun&ccedil;&atilde;o &eacute; garantir que ambos os lados recebam o acordado. No Brasil, esta atividade &eacute; regulada pelo Banco Central ap&oacute;s a aprova&ccedil;&atilde;o da &ldquo;Lei do Bitcoin&rdquo; no final de 2022.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>FOMO<\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">&ldquo;Fear of missing out&rdquo;, ou medo de ficar de fora. Termo utilizado para descrever o sentimento de gan&acirc;ncia que prevalece quando um ativo apresenta uma forte tend&ecirc;ncia de alta. Nesse momento, investidores passam a dar menos import&acirc;ncia aos crit&eacute;rios de avalia&ccedil;&atilde;o e tendem a acreditar que o grande fluxo de entrada &eacute; suficiente para manter a valoriza&ccedil;&atilde;o, independentemente do pre&ccedil;o alcan&ccedil;ado.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong><em>Fork<\/em><\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">Indica uma divis&atilde;o no registro hist&oacute;rico, criando uma nova criptomoeda. Deste modo, passam a existir duas blockchains simult&acirc;neas e independentes, embora todos os saldos e movimenta&ccedil;&otilde;es dos endere&ccedil;os no blockchain at&eacute; o momento do fork sejam id&ecirc;nticos em ambas as criptomoedas. Um exemplo de <em>fork <\/em>foi a cis&atilde;o entre Ethereum (ETH) e Ethereum Classic (ETC) em 2016.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>FUD<\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\"><em>&ldquo;Fear, uncertainty and doubt&rdquo;<\/em>, ou medo, incerteza e d&uacute;vida. Termo usado para definir o estado causado por um notici&aacute;rio excessivamente negativo, independentemente de ser baseado em fatos ou rumores. Esse sentimento pode ocorrer tanto em mercados de alta quanto em per&iacute;odos de queda e geralmente causa p&acirc;nico entre os investidores, que optam por reduzir posi&ccedil;&otilde;es independentemente do potencial de valoriza&ccedil;&atilde;o do ativo.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong><em>Gas fees<\/em><\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">Taxa cobrada quando uma transa&ccedil;&atilde;o &eacute; registrada em uma blockchain pelos mineradores. O processamento de dados, mesmo que solicitado por contratos inteligentes (<em>smart contracts<\/em>), tamb&eacute;m incorre no pagamento das taxas, seja em seu registro final no blockchain ou na intermedia&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s de aplicativos descentralizados. Esse pagamento &eacute; obrigatoriamente feito na moeda nativa da respectiva rede.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong><em>Hot wallet&nbsp;<\/em><\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">Carteira de ativos digitais &ldquo;quente&rdquo;, ou seja, conectada &agrave; internet. Permite um envio mais r&aacute;pido por n&atilde;o precisar de dispositivos adicionais. S&atilde;o consideradas menos seguras que as &ldquo;frias&rdquo; (<em>cold wallets<\/em>) devido &agrave; facilidade de invas&atilde;o e hacks, especialmente quando o atacante consegue acesso ao sistema utilizando pr&aacute;ticas de engenharia social, como o <em>phishing<\/em>.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong><em>Halving<\/em><\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">Evento que reduz pela metade a recompensa dos mineradores pelos blocos encontrados. No Bitcoin, o halving ocorre a cada 210.000 blocos, totalizando 4 anos em m&eacute;dia. Esse mecanismo serve para reduzir a infla&ccedil;&atilde;o, criando incentivos para a ado&ccedil;&atilde;o do ativo. O halving cria uma pol&iacute;tica monet&aacute;ria previs&iacute;vel, garantida por todos os usu&aacute;rios da rede que executam o software (n&oacute;s).<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong><em>Hard Fork<\/em><\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">Altera&ccedil;&atilde;o no protocolo que cria uma incompatibilidade com as vers&otilde;es anteriores. Usu&aacute;rios que n&atilde;o atualizarem seu software (n&oacute;s) passam a recusar as transa&ccedil;&otilde;es posteriores a esta divis&atilde;o (<em>fork<\/em>). Essa divis&atilde;o pode ocorrer de forma programada, quando h&aacute; um consenso, ou de maneira inesperada, em caso de falhas ou grupos dissidentes que desejam seguir por outro caminho e criar sua pr&oacute;pria rede e criptomoeda.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong><em>Hash<\/em><\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">Valor de sa&iacute;da de uma fun&ccedil;&atilde;o de hash (ex. SHA-256), um n&uacute;mero hexadecimal formatado&nbsp; em determinado padr&atilde;o. Esse mecanismo transforma qualquer entrada de dados, seja um arquivo texto, imagem ou som, criando um c&oacute;digo (<em>hash<\/em>). Qualquer usu&aacute;rio consegue verificar se o hash est&aacute; dentro do padr&atilde;o desejado e corresponde ao arquivo original.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong><em>Hash rate<\/em><\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">Taxa de processamento, ou seja, a for&ccedil;a computacional dos mineradores para encontrar a solu&ccedil;&atilde;o (<em>hash<\/em>) conforme regras estipuladas pela rede. Essa medida &eacute; uma estimativa calculada a partir do tempo m&eacute;dio com que os blocos surgem, e seu padr&atilde;o de medida &eacute; o n&uacute;mero de tentativas por segundo. Ao final de junho de 2024, a rede Bitcoin apresentava um hash rate de 558,6 milh&otilde;es de terahashes por segundo.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>HOLD (ou HODL)<\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">Abrevia&ccedil;&atilde;o de &ldquo;buy and hold&rdquo;, uma estrat&eacute;gia que se resume a acumular o ativo e n&atilde;o vend&ecirc;-lo, t&iacute;pica de investidores de longo prazo. Ao inv&eacute;s de tentar prever altas e baixas, o investidor seleciona ativos com alto potencial de valoriza&ccedil;&atilde;o para acumular sempre que poss&iacute;vel.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>ICO<\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">&ldquo;Oferta inicial de criptomoedas&rdquo; &eacute; a venda de determinado ativo digital ao grande p&uacute;blico. Esse processo pode ocorrer sem um agente intermediador, oferecendo uma forma simples para projetos captarem recursos. ICOs s&atilde;o notoriamente arriscados, seja pela dificuldade em medir a demanda ou pela necessidade de confian&ccedil;a na equipe desenvolvedora. Em contrapartida, essas ofertas trazem grandes oportunidades de lucro justamente em fun&ccedil;&atilde;o da incerteza.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>KYC<\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">&ldquo;Know Your Customer&rdquo;, que em portugu&ecirc;s significa &ldquo;conhe&ccedil;a o seu cliente&rdquo;. No Brasil, os intermedi&aacute;rios, incluindo as corretoras de ativos digitais (exchanges), s&atilde;o obrigados a coletar dados m&iacute;nimos do cliente, incluindo CPF, nome completo e data de nascimento. Dependendo do volume movimentado, pode ser necess&aacute;rio solicitar comprova&ccedil;&atilde;o de identifica&ccedil;&atilde;o para dificultar fraudes e lavagem de dinheiro.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Layer-2, ou segunda camada<\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">Tecnologias desenvolvidas para melhorar a escalabilidade de determinado blockchain, aumentando a capacidade de processar transa&ccedil;&otilde;es com um custo significativamente menor. Essas solu&ccedil;&otilde;es funcionam de forma paralela, mas contam com o registro final no blockchain original para garantir seguran&ccedil;a. Exemplos incluem as redes Optimism e Blast da Ethereum, al&eacute;m da Lightning Network do Bitcoin.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Lightning Network<\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">Sistema descentralizado de micropagamentos em Bitcoin que roda em uma camada secund&aacute;ria dessa rede. Esse modelo exige a abertura de canais de entrada e sa&iacute;da, que pagam taxas normais na rede principal, mas uma vez dentro da camada secund&aacute;ria (layer-2), as transa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o instant&acirc;neas e quase sem taxas.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>&ldquo;Livro de ofertas&rdquo;<\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">Fila de interessados na compra e venda de determinado ativo digital, organizada por pre&ccedil;o. No caso dos ativos digitais, cada corretora (<em>exchange<\/em>) &eacute; respons&aacute;vel por organizar seus mercados de forma independente. O pre&ccedil;o negociado entre os usu&aacute;rios n&atilde;o sofre interven&ccedil;&atilde;o da corretora, cujo trabalho &eacute; apenas agregar interessados na negocia&ccedil;&atilde;o e assegurar que ambos recebam o combinado.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong><em>Mempool&nbsp;<\/em><\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">Abrevia&ccedil;&atilde;o de &ldquo;Memory Pool&rdquo;, o conjunto de transa&ccedil;&otilde;es que ainda n&atilde;o foram confirmadas em um blockchain. Toda transa&ccedil;&atilde;o &eacute; direcionada para o mempool, aguardando a inclus&atilde;o nos blocos pelos agentes respons&aacute;veis. Transa&ccedil;&otilde;es com taxa mais alta tendem a ser confirmadas de forma priorit&aacute;ria, embora isso n&atilde;o seja uma regra obrigat&oacute;ria.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong><em>Multisig<\/em><\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">Modelos de endere&ccedil;o eletr&ocirc;nico no blockchain que exigem mais de uma assinatura para envios. Algumas redes oferecem este servi&ccedil;o de forma nativa, independentemente da carteira digital (<em>wallet<\/em>), tornando o sistema mais robusto e seguro. Endere&ccedil;os multisig podem envolver mais de um dispositivo e at&eacute; mecanismos mais complexos, exigindo a aprova&ccedil;&atilde;o de 3 de um total de 5 assinaturas digitais (<em>private keys<\/em>).<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Moeda fiduci&aacute;ria (fiat)<\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">Moeda fiduci&aacute;ria &eacute; o dinheiro emitido por governos e bancos centrais, um t&iacute;tulo n&atilde;o convers&iacute;vel ou garantido (lastreado). O valor de cada moeda &eacute; baseado na confian&ccedil;a que as pessoas t&ecirc;m no emissor do t&iacute;tulo, seja em fun&ccedil;&atilde;o do curso for&ccedil;ado em determinada regi&atilde;o ou obrigatoriedade de pagamento de taxas e impostos nesse valor fiduci&aacute;rio. Al&eacute;m do dinheiro e saldos banc&aacute;rios, fazem parte da moeda fiduci&aacute;ria os dep&oacute;sitos a prazo, tipo CDB.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Minera&ccedil;&atilde;o \/ Minerar<\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">Processo de adicionar registros de transa&ccedil;&otilde;es no registro p&uacute;blico do blockchain. Os mineradores competem para encontrar a resposta do algoritmo (c&oacute;digo) de seguran&ccedil;a, assegurando a entrada sequencial de dados. Em troca desse trabalho, o minerador vencedor recebe um pagamento na criptomoeda nativa da rede. Se os mineradores n&atilde;o seguirem as regras da rede, seus blocos s&atilde;o invalidados e seu trabalho desperdi&ccedil;ado.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>NFT<\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">&ldquo;Not Fungible Token&rdquo;, ou token n&atilde;o-fung&iacute;vel. Padr&atilde;o de ativo digital criado para registrar no blockchain objetos com qualidades &uacute;nicas, como o registro de um im&oacute;vel ou obra de arte digital. Mesmo que seu conte&uacute;do seja copiado ou produzido em s&eacute;rie, cada item possui uma identifica&ccedil;&atilde;o &uacute;nica no banco de dados, que permite identificar o endere&ccedil;o eletr&ocirc;nico de seu emissor. Em resumo, NFT &eacute; um item digital &uacute;nico e rastre&aacute;vel no blockchain.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Node (n&oacute; da rede)<\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">Computadores e dispositivos capazes de verificar todo o hist&oacute;rico de negocia&ccedil;&atilde;o de determinado blockchain. Ao executar o software de cada projeto e se conectar aos demais usu&aacute;rios, &eacute; poss&iacute;vel verificar saldos e validar transa&ccedil;&otilde;es por conta pr&oacute;pria, sem depender de terceiros. Outra vantagem de executar seu pr&oacute;prio node (n&oacute;) &eacute; assegurar que as regras de uso da respectiva rede est&atilde;o sendo seguidas pelos validadores.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Or&aacute;culo<\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">Servi&ccedil;o que fornece dados externos aos contratos inteligentes (<em>smart contracts<\/em>). Funciona como uma ponte entre o mundo real e o blockchain, permitindo que aplica&ccedil;&otilde;es e usu&aacute;rios acessem informa&ccedil;&otilde;es vitais, como pre&ccedil;os de mercado, resultados esportivos ou dados clim&aacute;ticos. Em troca de seus servi&ccedil;os, os fornecedores de dados confi&aacute;veis s&atilde;o compensados com pagamentos em ativos digitais.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>P2P<\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">Transa&ccedil;&otilde;es de compra e venda de ativos digitais entre duas pessoas, sem um intermedi&aacute;rio. Nesta modalidade de negocia&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o existe um processo formal para garantir a origem dos recursos nem uma entidade respons&aacute;vel por assegurar que ambas as partes recebam o acordado. Diferentemente das corretoras de criptomoedas, no P2P n&atilde;o existe um &ldquo;livro de ofertas&rdquo; agregando interessados na negocia&ccedil;&atilde;o de determinado ativo.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>Proof of Work (PoW)<\/em><\/strong><\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">&ldquo;Prova de Trabalho&rdquo; &eacute; o processo de minera&ccedil;&atilde;o digital que envolve a competi&ccedil;&atilde;o para resolver um problema matem&aacute;tico complexo. Este processo garante que a informa&ccedil;&atilde;o foi criada seguindo uma especifica&ccedil;&atilde;o desejada, possibilitando a inclus&atilde;o de registros no blockchain sem a coordena&ccedil;&atilde;o de uma entidade central, promovendo transpar&ecirc;ncia e autonomia para os usu&aacute;rios.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>Proof of Stake (PoS)<\/em><\/strong><\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">No modelo de &ldquo;Prova de Participa&ccedil;&atilde;o&rdquo;, os usu&aacute;rios depositam parte de suas moedas como garantia para participar da valida&ccedil;&atilde;o de transa&ccedil;&otilde;es, assegurando sua honestidade. A cada rodada, &eacute; realizado um sorteio entre os depositantes, que devem responder ao chamado para validar os registros. Em troca, recebem pagamento pelo servi&ccedil;o, uma renda passiva conhecida como &ldquo;<em>staking<\/em>&ldquo;, paga no pr&oacute;prio ativo digital da rede.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Protocolo de consenso<\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">Tamb&eacute;m conhecido como mecanismo de consenso, &eacute; um conjunto de regras que os participantes de uma rede blockchain precisam seguir para participar como validadores da rede. Por exemplo, as regras para inclus&atilde;o de novos blocos s&atilde;o definidas no protocolo de consenso.&nbsp;<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong><em>Pool (liquidity pool)<\/em><\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">Piscinas de liquidez (l<em>iquidity pools<\/em>) s&atilde;o conjuntos de criptomoedas geridos por aplicativos descentralizados. Os usu&aacute;rios s&atilde;o incentivados a depositar nos <em>pools <\/em>com a promessa de obter rendimentos, seja provendo liquidez para trocas entre diferentes ativos digitais, para empr&eacute;stimos colateralizados ou para estrat&eacute;gias de staking. Os provedores de liquidez recebem parte do retorno dessa coopera&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m compartilham os riscos.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong><em>&ldquo;Pump and dump&ldquo;<\/em><\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">A t&eacute;cnica de &ldquo;inflar e descartar&rdquo; &eacute; uma estrat&eacute;gia ilegal de manipula&ccedil;&atilde;o de pre&ccedil;os que consiste em elevar artificialmente um ativo por meio de opera&ccedil;&otilde;es falsas, tipicamente envolvendo partes do mesmo grupo econ&ocirc;mico. Ap&oacute;s atingir o patamar desejado, os atacantes aguardam a entrada de ofertas de compras dos participantes do mercado para vender os ativos por um pre&ccedil;o mais elevado.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Satoshi Nakamoto&nbsp;<\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">Pseud&ocirc;nimo da pessoa ou grupo que criou o Bitcoin no final de 2008 e atuou no desenvolvimento do c&oacute;digo inicial. Embora tenha participado diretamente na manuten&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento da rede, inclusive na minera&ccedil;&atilde;o da criptomoeda, essa entidade desapareceu em 2011, permitindo que a rede se mantivesse descentralizada.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Satoshis<\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">Os &ldquo;centavos&rdquo; da criptomoeda bitcoin. Cada bitcoin &eacute; formado por 100 milh&otilde;es de satoshis (ou sats).<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Shitcoin<\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">Express&atilde;o pejorativa usada para descrever criptomoedas sem fundamentos ou perspectiva de valoriza&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o &eacute; uma classifica&ccedil;&atilde;o oficial e raramente algum projeto se autodenomina como uma shitcoin.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong><em>Smart contracts&nbsp;<\/em><\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">Contratos digitais program&aacute;veis registrados no blockchain e executados automaticamente, seguindo regras pr&eacute;-estabelecidas. Os <em>smart contracts<\/em> s&atilde;o a base dos aplicativos descentralizados, isto &eacute;, rotinas e programas dispon&iacute;veis para execu&ccedil;&atilde;o no blockchain. Essa tecnologia ganhou notoriedade e ades&atilde;o do p&uacute;blico com o lan&ccedil;amento da rede Ethereum em 2015.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong><em>Soft Fork<\/em><\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">Mudan&ccedil;a em algum aspecto do blockchain que &eacute;&nbsp; compat&iacute;vel com as vers&otilde;es anteriores. A rede continua funcionando mesmo para quem n&atilde;o atualizou o software dos seus nodes (n&oacute;s). Por outro lado, o &ldquo;hard fork&rdquo; &eacute; uma mudan&ccedil;a que divide o hist&oacute;rico e impede a compatibilidade retroativa.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Stablecoin<\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">Criptomoeda que busca estabilidade atrelada a um ativo tradicional, como o d&oacute;lar ou o ouro. Embora sua cota&ccedil;&atilde;o seja livre, a conversibilidade com o ativo de refer&ecirc;ncia tende a estabilizar seu valor no mercado. Existem modelos de stablecoins com lastro real, isto &eacute;, valores depositados em bancos e cust&oacute;dias, enquanto outros projetos utilizam balanceamento de cestas de ativos digitais por meio de contratos program&aacute;veis (<em>smart contracts<\/em>).<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong><em>Stake \/ staking<\/em><\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">Stake &eacute; o dep&oacute;sito de garantia dos validadores nas redes que trabalham com a &ldquo;Prova de Participa&ccedil;&atilde;o&rdquo;, ou seja, quando existe um sorteio para a sele&ccedil;&atilde;o de validadores. Staking &eacute; a remunera&ccedil;&atilde;o do processo, paga na criptomoeda nativa da rede. Na pr&aacute;tica, o staking funciona como uma renda fixa, pois a maioria dos projetos permite delegar seu dep&oacute;sito para um terceiro, respons&aacute;vel pela efetiva valida&ccedil;&atilde;o de transa&ccedil;&otilde;es.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Token (criptoativo)<\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">&Eacute; um bem digital que s&oacute; existe no blockchain, os bancos de dados p&uacute;blicos das criptomoedas. Cada token possui uma identifica&ccedil;&atilde;o exclusiva, tornando imposs&iacute;vel uma falsifica&ccedil;&atilde;o. Pode ser utilizado para representar um ativo real, como ouro, im&oacute;veis, dep&oacute;sitos banc&aacute;rios, ou mesmo ativos intang&iacute;veis, como receb&iacute;veis financeiros e direitos autorais.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Tokenomics<\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">Estudo da pol&iacute;tica monet&aacute;ria dos ativos digitais de determinado projeto. Envolve a an&aacute;lise de fatores como emiss&atilde;o, distribui&ccedil;&atilde;o, oferta total, utilidade e mecanismos de incentivo. Tokenomics determina como os ativos digitais (<em>tokens<\/em>) s&atilde;o criados, distribu&iacute;dos e utilizados, influenciando a valoriza&ccedil;&atilde;o e sustentabilidade do projeto. Este estudo possibilita analisar a curva de oferta e potencial de demanda de cada projeto.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong><em>Whitepaper<\/em><\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">Documento t&eacute;cnico que descreve as caracter&iacute;sticas, o funcionamento e diferenciais de determinado ativo digital. Esse estudo usualmente &eacute; lan&ccedil;ado antes da efetiva distribui&ccedil;&atilde;o das moedas, mas pode ser atualizado conforme o projeto avan&ccedil;a nos diferentes est&aacute;gios de desenvolvimento. O whitepaper do Bitcoin, por exemplo, foi publicado em outubro de 2008, portanto dois meses antes do lan&ccedil;amento da rede.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong><em>Yield<\/em><\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">Taxa de retorno, usualmente medida em per&iacute;odo anualizado. Nas criptomoedas, o yield funciona como o juros das aplica&ccedil;&otilde;es tradicionais, pago periodicamente ao depositante pelas plataformas e aplica&ccedil;&otilde;es descentralizadas. Esse rendimento pode representar uma recompensa por participar do processo de valida&ccedil;&atilde;o de transa&ccedil;&otilde;es (staking) ou piscinas de liquidez (pools) em aplica&ccedil;&otilde;es financeiras descentralizadas.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong><em>Yield Farm<\/em><\/strong><\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">&ldquo;Cultivo de rendimento&rdquo; &eacute; uma estrat&eacute;gia para buscar lucros atrav&eacute;s de dep&oacute;sitos em aplica&ccedil;&otilde;es de finan&ccedil;as descentralizadas (DeFi). O usu&aacute;rio empresta suas criptomoedas para uma piscina (<em>pool<\/em>) de uma plataforma espec&iacute;fica e, em troca, recebe parte dos ganhos. Cabe notar que o <em>yield farming<\/em> envolve riscos, incluindo a possibilidade de preju&iacute;zo aos depositantes.<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Come&ccedil;ar a investir em criptomoedas pode parecer assustador. 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