img:Ethereum
Ethereum - ETH
R$ 12.300,00 -1.13%
img:Chiliz
Chiliz - CHZ
R$ 0.07425000 3.04%
img:Shiba Inu
Shiba Inu - SHIB
R$ 0.00002576 -1.34%
img:Cardano
Cardano - ADA
R$ 1,14 -2.71%
img:ApeCoin
ApeCoin - APE
R$ 0.69269000 -7.3%
img:MANA (Decentraland)
MANA (Decentraland) - MANA
R$ 0.45000000 4.47%
img:Bitcoin
Bitcoin - BTC
R$ 414.371,00 -1.26%
img:USD Coin
USD Coin - USDC
R$ 5,09 -0.31%
img:Solana
Solana - SOL
R$ 530,39 -1.39%
img:XRP
XRP - XRP
R$ 6,64 -2.48%
img:Ethereum
Ethereum - ETH
R$ 12.300,00 -1.13%
img:Chiliz
Chiliz - CHZ
R$ 0.07425000 3.04%
img:Shiba Inu
Shiba Inu - SHIB
R$ 0.00002576 -1.34%
img:Cardano
Cardano - ADA
R$ 1,14 -2.71%
img:ApeCoin
ApeCoin - APE
R$ 0.69269000 -7.3%
img:MANA (Decentraland)
MANA (Decentraland) - MANA
R$ 0.45000000 4.47%
img:Bitcoin
Bitcoin - BTC
R$ 414.371,00 -1.26%
img:USD Coin
USD Coin - USDC
R$ 5,09 -0.31%
img:Solana
Solana - SOL
R$ 530,39 -1.39%
img:XRP
XRP - XRP
R$ 6,64 -2.48%
Redação Redação
a- A+

Quando o assunto é cripto, o Bitcoin costuma dominar as manchetes. Mas boa parte do que acontece nesse mercado, no dia a dia, roda no Ethereum. Se você já comprou uma stablecoin, um NFT ou uma ação tokenizada, provavelmente já usou a rede sem perceber. E, para quem quer investir em Ethereum, entender como ela funciona é o primeiro passo.

O Ethereum é a segunda maior criptomoeda do mundo. Com a alta de cerca de 60% desde julho, o ETH saiu de US$ 1.570 para US$ 2.510. O valor de mercado passou de US$ 300 bilhões, e o ativo ultrapassou Netflix e Shell. Ainda assim, o preço segue perto da metade da máxima histórica (cerca de US$ 5 mil, em agosto de 2025), mesmo com a rede batendo recordes de uso.

Neste guia, você vai entender o que faz do Ethereum uma peça tão central e por que o preço ainda não acompanhou o crescimento da rede.

Resumo rápido

  • O Ethereum é a rede onde está sendo construída a maior parte dos novos produtos financeiros digitais.
  • O ETH é o combustível da rede: toda operação paga uma taxa em ETH, e parte dela é queimada.
  • O Ethereum concentra 64% do mercado de DeFi, metade das stablecoins e 43% dos ativos tokenizados.
  • Cada vez menos ETH está à venda nas corretoras, mas o preço ainda não refletiu esse cenário.
  • O Bitcoin costuma ser a base da carteira cripto, e o ETH entra como segundo pilar.

O que é Ethereum e como ele funciona?

A melhor forma de entender o Ethereum é compará-lo com o Bitcoin. Não porque um seja melhor que o outro, mas porque foram criados com objetivos diferentes.

O Bitcoin é um cofre. Foi feito para guardar e transferir valor sem depender de bancos ou governos, com regras rígidas, como o limite de 21 milhões de unidades, e segurança altíssima. Faz pouca coisa, por escolha de projeto, e é dessa simplicidade que vem a sua força.

O Ethereum é uma cidade. Também guarda e transfere valor, mas é, acima de tudo, um lugar onde qualquer pessoa pode abrir o próprio serviço financeiro: plataformas de empréstimo, casas de câmbio digitais, stablecoins e títulos tokenizados.

O que são contratos inteligentes?

O que torna isso possível são os contratos inteligentes, a inovação que o programador Vitalik Buterin trouxe ao lançar o Ethereum, em 2015. Eles transformaram a blockchain em muito mais do que um meio de pagamento.

Pense numa máquina de refrigerante: você coloca a moeda, aperta o botão e a lata cai, sem nenhum atendente aprovando a compra. Um contrato inteligente funciona do mesmo jeito, só que com operações financeiras. Ele cumpre sozinho o que foi combinado, seja liberar um empréstimo, fazer uma troca ou pagar um rendimento. As regras ficam registradas na blockchain, à vista de todos.

No cofre, o dinheiro fica guardado. Na cidade, ele circula, é emprestado, trocado e investido, sem um banco no meio do caminho.

O que é o ETH e de onde vem o seu valor?

Se o Ethereum é a cidade, o ETH é o combustível. Toda operação na rede, de um empréstimo a uma simples transferência, paga uma pequena taxa em ETH. Daí vem a primeira lógica de valor: quanto mais aplicações existem e mais pessoas as utilizam, mais ETH é necessário para pagar essas taxas.

A queima de ETH funciona como um freio na oferta

Parte do ETH gasto nas taxas não vai para ninguém: é destruído pela própria rede. Desde 2021, cerca de 4,6 milhões de ETH deixaram de existir, o equivalente a mais de US$ 11 bilhões, ou quase 4% da oferta atual.

Isso não significa que a oferta esteja encolhendo. A rede ainda cria um pouco mais de ETH do que queima, e a inflação líquida fica em torno de 0,85% ao ano, praticamente o mesmo ritmo do Bitcoin. Mesmo assim, quando a procura se mantém, um ativo mais escasso tende a ganhar valor.

Por que o Ethereum é a capital do mercado cripto?

Existem outras redes com a mesma proposta, e algumas crescem rápido, mas nenhuma chega perto do tamanho do Ethereum.

Finanças descentralizadas (DeFi)

As finanças descentralizadas oferecem empréstimos, trocas de ativos e rendimentos direto na blockchain, sem banco ou corretora no meio. Do total aplicado nesses serviços no mundo, 64% estão no Ethereum. A Solana, em segundo lugar, tem cerca de 9%, ou seja, o Ethereum concentra mais de sete vezes o volume da principal concorrente.

Stablecoins, tokenização e recordes de uso

A liderança se repete em outras frentes. Cerca de metade das stablecoins do mundo circula pelo Ethereum, assim como 43% dos ativos tradicionais já tokenizados, como títulos públicos e fundos de investimento.

A rede também nunca foi tão usada. Bateu o recorde de 312 milhões de endereços com saldo e processou mais de 2 milhões de transações por dia no segundo trimestre de 2026, um volume 68% maior que o do mesmo período do ano anterior.

Wall Street e reguladores chegam ao Ethereum

Nos Estados Unidos, os reguladores já começaram a abrir os portões:

  • A CFTC liberou as empresas que supervisiona para aplicar o dinheiro dos clientes em versões tokenizadas de ativos já permitidos e passou a aceitar registros em blockchain como registros oficiais.
  • A SEC deu sinal verde para a Nasdaq negociar ações tokenizadas num programa piloto.
  • A BlackRock, maior gestora do mundo, espalhou seu fundo tokenizado BUIDL por várias redes. Dos cerca de US$ 2,8 bilhões, a maior fatia, US$ 1,1 bilhão (39%), está no Ethereum.

Por que o preço do ETH ainda não acompanhou o crescimento da rede?

No preço de qualquer ativo, o que pesa não é quanto existe, e sim quanto está à venda. No caso do ETH, essa “prateleira” está esvaziando. Segundo a Santiment, o ETH guardado em corretoras caiu 73%, de 22,9 milhões em junho de 2020 para cerca de 6 milhões hoje (menos de 5% da oferta). Esse ETH foi parar, principalmente, em três destinos:

  • Staking: o ETH fica travado como garantia para validar transações e manter a rede segura, e quem participa recebe um rendimento. Hoje são 43,6 milhões de ETH em staking, 35,7% da oferta e o maior nível da história.
  • ETFs: os fundos de Ethereum nos EUA receberam cerca de US$ 14 bilhões. Proporcionalmente ao tamanho, atraíram mais dinheiro que os de Bitcoin, mesmo tendo chegado à bolsa seis meses depois.
  • Tesouraria de empresas: a Bitmine acumula ETH no caixa, como a Strategy faz com o Bitcoin. Desde junho de 2025, compra toda semana e já soma 6 milhões de unidades, cerca de 4,9% da oferta. A Strategy levou seis anos para reunir pouco mais de 4% do Bitcoin, e a Bitmine superou essa fatia em 15 meses.

Dois fatores que explicam a distância

  1. Concorrência: redes mais rápidas e baratas têm atraído usuários e projetos. Nos ativos tokenizados, a fatia do Ethereum caiu de cerca de 50% para 43% entre junho e agosto.
  2. Redes de segunda camada: boa parte das operações acontece em redes mais baratas que funcionam em cima do Ethereum. Elas ampliam o alcance, mas ficam com a maior parte das taxas.

O Ethereum já reagiu ao segundo ponto. Desde a atualização Fusaka, em dezembro de 2025, as redes de segunda camada pagam um valor mínimo para usar a rede principal, e esse valor é queimado. A queima de ETH vinda dessas redes ficou cerca de oito vezes maior que um ano antes, e o custo de uma transação caiu de cerca de US$ 0,50 para US$ 0,20 a US$ 0,30. É como uma loja que baixa os preços para vender mais.

O futuro do Ethereum: atualizações e segurança

O Ethereum se diferencia das outras redes na forma como se reinventa, e isso começa por quem constrói. São mais de 3 mil desenvolvedores em tempo integral, e quase 32 mil pessoas contribuíram com código em 2025, quase o dobro da Solana e o triplo do Bitcoin.

As obras têm cronograma público, com cerca de sete atualizações nos próximos quatro anos:

  • Glamsterdam: prevista entre o fim de 2026 e o começo de 2027, é apontada como a maior mudança desde a adoção do staking.
  • Hegotá: prevista para 2027, deixará as carteiras mais inteligentes.

A rede também se antecipa a riscos futuros, como os computadores quânticos, que podem um dia quebrar a criptografia que protege quase tudo no mundo digital. O Ethereum já tem uma equipe dedicada ao tema e testa a nova proteção toda semana, com a meta de concluir a base dessa transição por volta de 2029, sem parar a rede.

Como investir em Ethereum agora?

Uma boa forma de pensar é voltar ao cofre e à cidade. Para a maioria dos investidores, o Bitcoin funciona como a base da parte cripto da carteira, por ser o ativo mais consolidado do setor. O ETH entra como segundo pilar, uma forma de participar do crescimento da infraestrutura onde o mercado cripto acontece.

Uma referência neutra é seguir a capitalização de mercado de cada ativo. Dividindo R$ 1.000 entre Bitcoin e Ethereum nessa proporção, seriam cerca de R$ 840 em Bitcoin e R$ 160 em ETH. Quem acredita mais na tese do Ethereum pode dar a ele uma fatia maior.

O momento também importa. Depois da forte alta do terceiro trimestre, o ETH recuou em outubro para perto de US$ 2.500, onde está a média de preço dos últimos quatro anos. Se o preço se firmar acima dela, é sinal de virada para um ciclo de alta. Se ficar abaixo, é sinal de fraqueza. Cada perfil pode reagir de um jeito:

PerfilFatia de ETH na carteira criptoComo entrar
ConservadorCerca de 16%, perto da proporção de mercadoComeçar com compras pequenas e só aumentar se o preço se firmar acima de US$ 2.500
ModeradoEntre 20% e 30%Comprar um pouco a cada mês até atingir a meta
ArrojadoEntre 30% e 40%Aproveitar a região atual e eventuais quedas para comprar mais, com atenção se o preço ficar muito tempo abaixo de US$ 2.500

Aviso: este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Criptoativos são voláteis e envolvem risco, inclusive de perda do capital investido. Avalie seu perfil e seus objetivos antes de investir.

Perguntas frequentes sobre Ethereum

O que é Ethereum?
É uma blockchain na qual qualquer pessoa pode criar serviços financeiros usando contratos inteligentes, como empréstimos, trocas, stablecoins e ativos tokenizados.

Qual a diferença entre Ethereum e ETH?
Ethereum é a rede. ETH é a moeda da rede, usada para pagar as taxas de cada operação.

Qual a diferença entre Bitcoin e Ethereum?
O Bitcoin é um “cofre”, focado em guardar e transferir valor com regras rígidas. O Ethereum é uma “cidade”, uma plataforma para criar aplicações financeiras.

O que é staking de ETH?
É travar ETH como garantia para ajudar a validar transações e manter a rede segura. Quem age com honestidade recebe um rendimento, e quem tenta fraudar perde parte do que travou.

Quanto investir em Ethereum?
Depende do perfil de risco. Uma referência neutra é seguir a proporção de mercado (cerca de 16% da parte cripto da carteira), e perfis mais arrojados podem optar por fatias maiores, sempre com disciplina.

Conclusão

A rede nunca foi tão usada, as instituições estão chegando e há cada vez menos ETH à venda. O preço é o que ainda não refletiu tudo isso. Para quem pensa no longo prazo, o momento pode ser visto como uma oportunidade de construir uma posição com disciplina e sem pressa.

Compre ETH no app do Mercado Bitcoin e, se quiser, coloque o seu em staking para render com renda passiva.

https://www.mercadobitcoin.com.br/blog/mb-explica/como-investir-em-ethereum/
Destaques Comentários