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Bitcoin - BTC
R$ 330.490,00 0.14%
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Ethereum - ETH
R$ 9.847,00 3.1%
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Chiliz - CHZ
R$ 0.08655000 -6.76%
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XRP - XRP
R$ 5,70 1.36%
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ApeCoin - APE
R$ 0.77166000 -32.5%
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Solana - SOL
R$ 394,29 -0.58%
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MANA (Decentraland) - MANA
R$ 0.36129000 -3.65%
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Shiba Inu - SHIB
R$ 0.00002160 0.19%
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USD Coin - USDC
R$ 5,11 0.15%
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Cardano - ADA
R$ 0.84440000 1.15%
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Redação Redação
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Publicado em 08 de julho de 2026.

Se você acompanha o mercado cripto, com certeza reparou que as coisas deram uma balançada. Junho trouxe a maior queda mensal do Bitcoin em quatro anos. O ativo recuou 21%, caiu para a faixa dos US$ 58 mil e atingiu o seu menor patamar desde setembro de 2024.

À primeira vista, ver o gráfico vermelho pode dar um frio na barriga. Mas calma. Para os investidores com mais bagagem, períodos de forte correção não são motivo de pânico. Pelo contrário: eles costumam representar as melhores oportunidades de entrada.

Hoje, a região dos US$ 60 mil merece toda a sua atenção. Antes, ela era um piso. Agora, ela passa a atuar como um importante ponto de resistência (um teto). É justamente quando o Bitcoin tenta recuperar essa faixa de preço que o mercado mostra a sua verdadeira cara: ou ele tem força para retomar a alta, ou vai precisar de mais tempo para se reorganizar.

Pense nisso como um time de futebol que perde o controle do meio-campo. Ele ainda pode virar o jogo? Com certeza. Mas ele passa a atuar sob muito mais pressão.

Agora, vamos direto ao que importa para o seu bolso. Por que o Bitcoin caiu e até onde essa queda pode ir?

As 4 forças que derrubaram o preço do Bitcoin

Para entender o cenário atual, precisamos olhar para as quatro principais forças que estão pressionando o mercado hoje. E não se preocupe, vamos explicar cada uma delas sem termos complicados.

1. Juros nos EUA: o dinheiro seguro ficou mais atraente

A primeira pressão vem lá de fora, mais especificamente dos Estados Unidos. O mercado passou a acreditar que o Federal Reserve (o banco central americano) vai manter uma postura mais dura contra a inflação.

Eles olham muito para um indicador chamado núcleo do PCE (que mede o custo de vida dos americanos, tirando os preços voláteis de energia e alimentos). Hoje, esse indicador está em 3,4% ao ano. O problema? A meta deles é 2%. Ou seja: a inflação ainda está alta demais para o banco central relaxar.

Com isso, os investidores já colocam na conta uma probabilidade acima de 80% de um novo aumento de 0,25 ponto percentual nos juros logo na reunião de setembro. Além disso, existe quase 60% de chance de outro aumento no início de 2027. A esperança de “juros caindo” deu lugar ao medo de duas novas altas pela frente.

Na prática, quando os juros americanos sobem, os títulos públicos do governo deles passam a pagar mais. Aí o investidor global pensa: “Por que vou assumir tanta volatilidade se consigo ganhar mais em um investimento sem risco?”. Isso tira o dinheiro de ativos arriscados, como o Bitcoin, fortalece o dólar e derruba ativos tradicionais. Para você ter ideia, em junho o ouro caiu 15% e a prata derreteu 25%.

2. A debandada dos ETFs de Bitcoin

A segunda pressão vem dos ETFs à vista de Bitcoin lançados nos EUA. Pense neles como a ponte principal que liga os engravatados de Wall Street ao nosso mercado cripto.

A regra é simples: se entra dinheiro nos ETFs, gestoras gigantes como BlackRock e Fidelity compram Bitcoin (e o preço sobe). Se sai dinheiro, elas precisam vender o Bitcoin para pagar os resgates dos clientes (e o preço cai).

O alerta vermelho soou porque esses ETFs fecharam sete semanas consecutivas no vermelho, a pior sequência de saídas desde o lançamento deles em janeiro de 2024. Mais de US$ 7,7 bilhões saíram do mercado nesse período. Enquanto esses resgates continuarem, o Bitcoin vai suar a camisa para se manter acima dos US$ 60 mil.

3. O gigante corporativo tirou o pé do acelerador

O terceiro motivo envolve a Strategy, a empresa que é simplesmente a maior acumuladora corporativa de Bitcoin do mundo. Eles guardam 843 mil bitcoins no cofre.

Durante anos, a estratégia deles era a mesma: captar dinheiro, comprar Bitcoin aos montes e ajudar a empurrar o preço para o alto. Mas agora, o mercado começou a desconfiar dessa máquina.

O culpado é um indicador chamado mNAV. Explicando de forma simples: ele compara o valor da empresa na bolsa com o valor real do Bitcoin que ela tem guardado. Se o mNAV for maior que 1, as ações valem mais que o Bitcoin do cofre. Assim, eles emitem ações com um “prêmio” e usam a grana extra para comprar mais cripto.

Mas o mNAV caiu para 0,99. O superpoder desapareceu. O mercado parou de pagar esse prêmio. O resultado? As ações da Strategy desabaram 45% em junho, batendo US$ 82 (o menor preço desde fevereiro de 2024). Para piorar o clima, em 1º de junho, eles venderam 32 BTC, algo que diziam que nunca fariam.

4. A febre da Inteligência Artificial roubou a cena

O quarto fator é bem prático: o dinheiro do mundo não é infinito. Hoje, a grande estrela dos investimentos globais é a Inteligência Artificial (IA). Essa narrativa dominou o pedaço, fazendo o Bitcoin ter que disputar espaço (e dinheiro) nas carteiras dos investidores.

Quando o dinheiro fica muito concentrado em uma única moda, qualquer tropeço gera pânico. Na Coreia do Sul, o índice KOSPI subiu 99% puxado por empresas de IA, mas em junho sofreu uma correção rápida de quase 20%. Nos EUA, a Nasdaq também caiu mais de 8% em um breve período.

Resumo da ópera: a febre da IA deixou o mercado global vulnerável. Quando os investidores ficam na defensiva na bolsa tradicional, o Bitcoin acaba sentindo o mau humor no curto prazo.

Até onde o preço pode cair?

Se o Bitcoin não conseguir recuperar logo a região dos US$ 60 mil a US$ 62 mil, o preço pode buscar áreas mais baixas. Mas onde estão os próximos “pisos” de segurança?

  • De US$ 54 mil a US$ 55 mil: Essa é a primeira grande área de reação. Essa faixa de preço foi muito defendida por compradores entre julho e setembro de 2024. Além disso, é por onde passa uma linha de tendência importante, chamada média móvel de 305 semanas.
  • Nos US$ 50 mil: Se a primeira região não segurar o tranco, esse é o próximo suporte forte. Foi exatamente nesse ponto que o mercado viveu seu momento de maior estresse em agosto de 2024, mas conseguiu se recuperar rapidamente.

Olhando para o retrovisor: o que a história ensina?

No mercado cripto, a história costuma deixar pistas. Indicadores de longo prazo, como as médias móveis, mostram onde grandes investidores enxergam pechinchas e voltam a comprar.

A média móvel nada mais é do que o preço médio do Bitcoin ao longo de um tempão (suavizando as oscilações do dia a dia). No passado, a média de 200 semanas cravou os fundos do mercado em 2015, 2018 e na crise da Covid em 2020. No duro inverno cripto de 2022, o Bitcoin testou as médias de 233 e 305 semanas antes de encontrar o fundo definitivo.

Hoje, estamos vendo um filme muito parecido. O Bitcoin testou a média de 233 semanas (perto dos US$ 58 mil) e a média de 305 semanas (perto de US$ 54 mil).

O ponto principal é este: o Bitcoin voltou para aquela área onde os compradores históricos costumam agir. Quer a prova? Olha só o que aconteceu nos últimos toques nessas linhas:

Os grandes especialistas globais estão divididos. O banco Standard Chartered acredita no cenário otimista: os US$ 59 mil já foram o fundo do poço. Empresas como 10x Research e CoinShares veem um cenário intermediário, acreditando que o preço pode buscar os US$ 54 mil antes de criar uma base sólida. Já os analistas da Galaxy Research são mais cautelosos e acreditam que a correção pode afundar o preço para algo entre US$ 40 mil e US$ 46 mil se os suportes quebrarem.

O que fazer agora? A estratégia inteligente

O curto prazo ainda promete fortes emoções. Mas para quem pensa no futuro, as quedas atuais abrem uma das melhores janelas de compra dos últimos tempos. Você tem a chance de comprar o ativo digital mais escasso do mundo com desconto.

Em vez de quebrar a cabeça tentando adivinhar exatamente o dia que o Bitcoin vai parar de cair, a melhor estratégia é usar o DCA (Dollar Cost Averaging). Em bom português: preço médio.

Funciona assim: em vez de colocar todo o seu dinheiro de uma vez, você faz compras menores e recorrentes (toda semana ou todo mês). Com o Bitcoin abaixo dos US$ 60 mil, cada compra que você faz reduz o seu custo médio. Você tira a emoção da jogada e constrói um patrimônio forte antes que o mercado engate a quinta marcha de novo.

Quem fica esperando o preço cair demais, geralmente perde a virada do mercado. O Bitcoin está com desconto. Quem tem estratégia não espera o preço subir para comprar. Abra o app do MB e negocie Bitcoin agora mesmo.

https://www.mercadobitcoin.com.br/blog/mb-explica/bitcoin-com-desconto/
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